Grupo de pesquisa Escola de Pacientes DF: configuração e dinâmica formativa

Authors

  • Estêvão Cubas-Rolim
  • Ana Carolina Monteiro Campos
  • Elisângela da Silva Lima
  • Gabriela Souza Santos Ribeiro
  • Maria Luísa de Almeida Henriques

DOI:

https://doi.org/10.34117/bjdv11n12-084

Keywords:

pesquisa em saúde, educação em saúde, grupos de pesquisa, tecnologias digitais, inteligência artificial

Abstract

O grupo de pesquisa Escola de Pacientes DF iniciou suas atividades em 2016 como iniciativa de extensão da Universidade de Brasília em territórios socialmente vulneráveis do Distrito Federal (DF) e, ao longo do tempo, expandiu sua atuação para diversas unidades básicas de saúde do DF, além de outros estados, com reconhecimento nacional e internacional, incluindo prêmio da Organização Mundial da Saúde. Entre 2016 e 2025, a produção acadêmica do grupo envolveu feedback de mais de 829 estudantes, de 31 turmas e cursos, resultando em vídeos educativos, ações comunitárias, iniciativas universitárias, artigos científicos, apresentações em congressos, prêmios e bolsas. Em 2025, o grupo de pesquisa entrou em uma nova fase, com modelo de entrada simultânea de múltiplos novos membros e a consolidação de supervisão combinada síncrona e assíncrona, baseada em modelo misto de supervisão entre membros mais antigos e recém-chegados, com uso intensivo de ferramentas digitais: comunicação síncrona e assíncrona por mensagens e ligações de voz de 15 minutos no WhatsApp, organização de arquivos no Google Drive e reuniões com compartilhamento de tela pelo Google Meet. Trata-se de um estudo descritivo, fundamentado em análise de trajetória, indicadores internos de engajamento e produção, mensagens e chamadas registradas nos grupos digitais, além de relatos e experiências formativas dos participantes. O objetivo deste artigo é descrever a configuração do grupo de pesquisa em 2025. Os resultados apontam que o apoio da inteligência artificial na sistematização das ideias autorais ampliou a eficiência dos fluxos de escrita, favoreceu coerência temática e fortaleceu a integração entre gerações de membros pesquisadores, sem substituir o protagonismo dos autores. Apesar dos desafios relacionados à gestão de mensagens, regularidade de presença e acompanhamento em múltiplas frentes, o modelo mostrou-se viável para expandir a produção e a cultura formativa em pesquisa. Próximos passos incluem testar ciclos híbridos com maior número de estudantes, combinando entrada coletiva, supervisão intergeracional e manutenção da qualidade formativa.

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Published

2025-12-29

How to Cite

Cubas-Rolim, E., Campos, A. C. M., Lima, E. da S., Ribeiro, G. S. S., & Henriques, M. L. de A. (2025). Grupo de pesquisa Escola de Pacientes DF: configuração e dinâmica formativa . Brazilian Journal of Development, 11(12), e84833. https://doi.org/10.34117/bjdv11n12-084

Issue

Section

Original Papers