Ensino de zoologia de vertebrados: práticas, desafios e perspectivas
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv11n10-096Keywords:
vertebrados, coleção didática, metodologia ativa anfíbios, peixesAbstract
Ensinar sobre Cordados representa um desafio constante, sobretudo por se tratar de um componente curricular de caráter interdisciplinar, que dialoga com áreas como anatomia, morfologia, ecologia e comportamento animal. O conteúdo envolve conceitos abstratos e características complexas, e, somado à falta de coleções zoológicas em muitos laboratórios de universidades públicas, acaba sendo abordado majoritariamente por meio de aulas expositivas, o que favorece a memorização mecânica e reduz o engajamento estudantil. Uma alternativa para transformar essa realidade é a adoção de metodologias ativas, como a aprendizagem baseada em projetos, que estimula o protagonismo discente e o aprendizado significativo. Este trabalho tem por objetivo relatar uma experiência desenvolvida na disciplina Cordados I, do curso de Ciências Biológicas, que utilizou metodologias ativas e a modelagem em biscuit como ferramenta didática no processo de ensino-aprendizagem, com ênfase em aspectos morfoanatômicos, funcionais e ecológicos de peixes e anfíbios. Após o estudo teórico e a realização de atividades, vídeos e práticas, a turma foi dividida em grupos responsáveis pela confecção de modelos didáticos em biscuit, representando seis espécies de vertebrados dos grupos Anuros, Urodelos (salamandra), Gymnophionos (cobra-cega) e um peixe cartilaginoso (raia-manta). Também foram produzidos folders educativos no aplicativo Canva, abordando informações sobre esses grupos faunísticos. O projeto, além de seu caráter avaliativo e inclusivo, favoreceu a aprendizagem dos estudantes, resultou na criação de um acervo permanente para o curso contribuindo em ações de ensino, extensão e educação ambiental, valorizando o protagonismo discente e a conservação da biodiversidade.
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