Análise retrospectiva de neoplasias em cães e gatos atendidos em uma clínica de Campinas - SP
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv11n10-068Keywords:
neoplasias, estudo epidemiológico, cães e gatos, linfoma, mastocitoma, neoplasias mamáriasAbstract
Em função do aumento de neoplasias em cães e gatos e a carência de dados na região, foi realizado um levantamento de casos epidemiológicos na Clínica Veterinária Oncovida, em Campinas/SP, no período de agosto de 2014 à setembro de 2022. O estudo descreveu a ocorrência das principais neoplasias em cães e gatos, correlacionando com o sexo, espécie, raça, idade, local mais acometido, método de diagnóstico e sobrevida. As informações foram adquiridas das fichas clínicas nas quais foram revisados 1300 casos de pacientes com neoplasias. A maior incidência de câncer foi em 2021 (21%), e observou-se que os cães e gatos sem raça definida (37,5%) foram os mais acometidos, seguido pelo Golden Retriever (5,2%). A idade média de prevalência foi entre 9 a 12 anos para cães e gatos, sendo as fêmeas caninas (53%) as mais acometidas. A neoplasia mais frequente foi o linfoma (14,15%) seguido pelo mastocitoma de baixo grau – GI e II (9,38%), e o carcinoma mamário em tumor misto (2,69%). O local de maior incidência foi a região da pele (41,1%), hematopoiético (14,2%) e mama (13,2%) e o método mais utilizado para o diagnóstico foi o histopatológico, totalizando (70,8%) dos casos, seguido pela citologia (18,6%). Com relação à sobrevida, foi observado que animais com baixo grau de malignidade (grau I) tiveram maior sobrevida (p < 0.0001 ****), em comparação aos tumores de alto grau de malignidade (grau II e III). Estudos epidemiológicos são essenciais para a compreensão do perfil regional da doença, e são referências para o entendimento das enfermidades, possibilitando a definição de protocolos de tratamento mais adequados ao diagnóstico.
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