Habitar, Habitat e Vida Cotidiana: a crítica Lefebvriana no cinema de Ken Loach

Authors

  • Roberto de Almeida Bottura
  • Ana Carla de Lira Bottura
  • Raquel Josiane Klein

DOI:

https://doi.org/10.34117/bjdv11n10-058

Keywords:

Henri Lefebvre, urbanidade, direito à cidade, neoliberalismo

Abstract

Considerando o agravamento das desigualdades urbanas e a desumanização das relações sob a lógica neoliberal, o artigo propõe uma reflexão sobre o filme Eu, Daniel Blake (2015), do cineasta inglês Ken Loach, à luz da crítica da vida cotidiana de Henri Lefebvre. Objetiva-se compreender como as contradições entre habitar e habitat, o esvaziamento das interações humanas e a mercantilização da vida urbana são representadas na narrativa cinematográfica. Para tanto, procede-se a uma pesquisa de caráter exploratório e descritivo, que utiliza o método de Decupagem Narrativa — proposto pela investigação — para identificar e analisar as cenas mais significativas do filme em diálogo com a teoria lefebvriana. Desse modo, observa-se que a obra de Loach expressa, de forma contundente, a alienação do trabalhador e a falência das políticas públicas diante do empresariamento do Estado, revelando a anulação da vida cotidiana e a submissão do sujeito à racionalidade capitalista. Os resultados evidenciam que o cinema, enquanto manifestação artística e crítica, potencializa novas percepções sobre a produção do espaço e sobre as contradições urbanas contemporâneas. Conclui-se que a leitura lefebvriana do filme contribui para repensar o direito à cidade e a urgência de reumanizar o cotidiano urbano frente às dinâmicas de exclusão e fragmentação social.

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Published

2025-10-20

How to Cite

Bottura, R. de A., Bottura, A. C. de L., & Klein, R. J. (2025). Habitar, Habitat e Vida Cotidiana: a crítica Lefebvriana no cinema de Ken Loach. Brazilian Journal of Development, 11(10), e82958. https://doi.org/10.34117/bjdv11n10-058

Issue

Section

Original Papers