O sexismo e a educação infatil: aprendizagem, gênero e infância como uma construção histórica social / Sexism and child education: learning, gender and childhood as a social historical construction
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv6n3-477Keywords:
Educação infantil, Aprendizagem, Gênero, Infância.Abstract
Esta pesquisa se debruçou em poder entender, refletir, buscar nos referenciais bibliográficos que a teoria da aprendizagem, a identidade de gênero e a infância são desenvolvidas a partir de uma construção histórico-social. O público-alvo foram 14 alunos, com 4 anos de uma escola de educação infantil municipal de cidade de pequeno porte do interior paulista. Para corroborar essa hipótese desenvolvemos um estudo que dividido em duas etapas, período de observação e aplicação do jogo de gênero. Durante 20 dias os alunos foram observados gerando um diário reflexivo com as informações pertinentes ao tema. Posteriormente, o jogo didático de Gênero foi aplicado a todos os alunos individualmente. A pesquisa apoiou-se no método qualitativo descritivo-exploratório de Ludke e André (1986) e para análise dos dados foi utilizado a técnica de Análise de Conteúdo de Bardin (1977). O período de observação nos evidenciou a naturalização do sexismo nas falas da professora e das auxiliares de desenvolvimento infantil (ADI), assim como nas atividades pedagógicas e os brinquedos. O jogo foi criado, pelas pesquisadoras, para investigar essa construção da identidade sexual das crianças e nos possibilitou observar que os alunos carregam, para o ambiente escolar, características sexistas já naturalizadas em suas identidades. Acreditamos que essa construção seja advinda das relações no seio familiar, desde o seu nascimento, podendo ser reforçada pela igreja, mídia e, como apresentado no estudo, pela própria escola. Portanto, a escola é um ambiente que cabe a discussão e a reorganização das informações para que a desconstrução de estereótipos aconteça de forma exitosa.
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