O papel do enfermeiro na detecção e prevenção da sífilis em gestantes e futuras gestantes: cuidando do futuro
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv11n9-082Keywords:
sífilis gestacional, prevenção, enfermagemAbstract
A sífilis, uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum, continua a ser um desafio para a saúde pública no Brasil, especialmente entre gestantes. A transmissão vertical, que ocorre da mãe para o feto, pode resultar em sífilis congênita, levando a complicações graves, como aborto espontâneo, natimorto, parto prematuro, malformações congênitas e, em casos extremos, óbito neonatal (Rocha et al., 2021). Dados epidemiológicos recentes mostram uma tendência preocupante. Em 2022, foram notificados 83.034 casos de sífilis em gestantes no país, correspondendo a uma taxa de detecção de 32,4 casos por 1.000 nascidos vivos (Vilharba et al., 2024). No mesmo ano, registrou-se uma incidência de 10,3 casos de sífilis congênita por 1.000 nascidos vivos, totalizando 26.468 casos. Esses números refletem um aumento significativo em relação a anos anteriores, indicando a persistência e o agravamento do problema (Galli et al., 2024). O perfil das gestantes afetadas aponta maior prevalência entre mulheres jovens, especialmente na faixa etária de 20 a 24 anos, de cor parda e com baixa escolaridade. Esses fatores socioeconômicos sugerem a necessidade de estratégias de saúde pública que considerem as vulnerabilidades específicas dessa população (Caldeira; Morais; Lobato, 2022). Nesse contexto, o Enfermeiro é fundamental na prevenção, detecção e tratamento da sífilis em gestantes. Como profissionais de linha de frente no atendimento pré-natal, os Enfermeiros têm a responsabilidade de realizar ações educativas, promover o uso de medidas preventivas, como o uso de preservativos, e incentivar a testagem regular para sífilis durante a gestação. A detecção precoce é crucial, pois permite o início imediato do tratamento adequado, reduzindo significativamente o risco de transmissão vertical (Oliveira et al., 2024). Os Enfermeiros estão habilitados a fornecer a notificação dos casos, no aconselhamento das gestantes e de seus parceiros, e no acompanhamento do tratamento, garantindo a adesão e a eficácia terapêutica. A abordagem humanizada e empática é essencial para estabelecer uma relação de confiança com as pacientes, facilitando a comunicação e a compreensão sobre a importância do tratamento (Lima et al., 2022).
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