Taser: o uso de armas não letais na segurança pública
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv11n8-025Keywords:
taser, direitos humanos, poder de polícia, dignidade, integridadeAbstract
O emprego de armas de fogo por agentes de segurança pública é constantemente questionado pela sua irreversível capacidade letal, gerando um imperativo por instrumentos que promovam o controle de situações sem recurso à força fatal. Este artigo aborda a temática do TASER, considerando-o como uma das "armas não letais" e analisa sua inserção no arsenal das forças policiais como um instrumento capaz de mitigar os riscos à vida e à integridade física em intervenções. Partindo de uma perspectiva que privilegia os Direitos Humanos, o estudo examina como a tecnologia TASER pode servir como uma ferramenta de controle que garante maior proporcionalidade na resposta policial. O objetivo central é analisar a eficácia tática e as implicações operacionais da adoção do TASER pelas corporações policiais, investigando como este dispositivo eletrônico de controle pode ser integrado de forma eficiente para aprimorar a capacidade de resposta policial em cenários de risco. A pesquisa argumenta que, para que o TASER cumpra seu potencial como ferramenta intermediária de força, são cruciais a padronização de protocolos de uso, a formação continuada dos operadores e a clareza sobre seu enquadramento legal. Através de uma abordagem teórico-conceitual, a pesquisa busca demonstrar que o emprego do TASER, quando devidamente regulamentado e com treinamento adequado, não apenas oferece uma opção eficaz para a imobilização e contenção de indivíduos, mas também reforça o compromisso do Estado com a preservação da dignidade humana, configurando-se como um avanço na prática policial que prioriza a não violência letal sempre que possível.
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