A complexidade da continuidade do tratamento em pacientes com epilepsia resolvida: um estudo de caso
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv11n8-020Keywords:
epilepsia, epilepsia resolvida, Liga Internacional contra a Epilepsia, EEG, crises neurológicas recorrentesAbstract
Introdução: A epilepsia, caracterizada por crises neurológicas recorrentes, pode atingir um estado de “epilepsia resolvida” quando o paciente permanece sem crises e sem medicação por um longo período. Esse avanço no entendimento favorece a reintegração social e reduz o estigma, especialmente em casos idiopáticos. Objetivo: investigar os fatores clínicos, psicológicos e sociais que influenciam a continuidade do tratamento com Fenobarbital em um paciente com epilepsia resolvida e avaliar os impactos dessa decisão na qualidade de vida. Relato do caso. Paciente, 70 anos, aposentado, com histórico de epilepsia desde os 22 anos. Após crises aos 22, 44 e 56 anos, foi diagnosticado com epilepsia e iniciou tratamento com Fenobarbital 100 mg/dia. O último episódio ocorreu aos 56 anos, quando interrompeu a medicação sem orientação médica. Desde então, permanece sem crises há 14 anos e com EEG inalterado, cumprindo os critérios para "epilepsia resolvida" segundo a Liga Internacional contra a Epilepsia (ILAE). No entanto, prefere manter o uso do medicamento. O paciente não apresenta comorbidades e segue com acompanhamento semestral, exames laboratoriais e EEG para monitoramento da condição. Considerações finais: Evidencia a complexidade do manejo da epilepsia, onde a continuidade do tratamento pode ser uma escolha pessoal, mesmo após longo período sem crises.
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