A ética e a educação ambiental na formação inicial de professores em Angola: desafios e limites
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv11n8-012Keywords:
ética ambiental, educação ambiental, formação inicial de professores, AngolaAbstract
Este artigo, através da revisão da literatura, analisa o papel da ética e da educação ambiental na formação inicial de professores em Angola, destacando desafios e realidades. A revisão sistemática de documentos legais angolanos (Lei n.º 13/01 e Lei n.º 32/20) revelou lacunas no modelo de formação inicial de professores, especialmente na preparação para abordar temáticas voltadas a educação ambiental. Entre as principais insuficiências estão: 1) a falta de conteúdos curriculares específicos sobre educação ambiental; 2) a ausência de abordagens metodológicas inter/transdisciplinares nas áreas de Biologia e Geografia; e 3) a pouca ênfase na reflexão ético-filosófica sobre os problemas ambientais contemporâneos. O estudo, de natureza qualitativa e interpretativa, baseou-se na análise de conteúdo de documentos normativos, artigos científicos (extraídos de bases como RIA, SCOPUS e RENATES) e pesquisas sobre formação inicial de professores e educação ambiental. Os resultados indicam que a formação inicial de professores não os capacita adequadamente para actuarem como promotores da consciência ecológica e ética. Diante disso, torna-se urgente repensar a formação inicial de professores no sul de Angola, integrando a educação ambiental de forma crítica e transversal. Os professores devem ser preparados para incentivar a reflexão sobre ética ambiental e educação ambiental na promoção dos valores ambientais dos seus formandos, assumindo um papel central na construção de uma sociedade mais consciente. Este estudo reforça a necessidade de reformas curriculares e metodológicas que valorizem a dimensão ambiental e ética ambiental na formação inicial de professores.
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