A socialização de crianças e adolescentes em acolhimento institucional no recanto da criança
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv11n6-090Keywords:
recanto da criança, socialização, acolhimento, afetividade, aprendizagemAbstract
Este artigo objetiva explicitar como é a socialização das crianças e adolescentes em acolhimento institucional no Recanto da Criança, localizado na cidade de Cascavel - PR, os fatores que influenciam a sua socialização e se a situação de acolhimento interfere em seu desenvolvimento escolar. Para isso, foi realizada uma pesquisa de campo, aprovada pelo do Comitê de Ética; para refletir sobre o abandono, a socialização, a afetividade e o acolhimento, buscou-se embasamento em alguns autores, tais como Wallon, Vygotsky, Piaget, Braga e outros. No decorrer da pesquisa, foi possível se sensibilizar com algumas situações que envolvem o dia a dia desse Recanto. Uma delas foi o fato de que algumas crianças e adolescentes, ao chegarem à instituição, sentem-se, de certa forma, culpados por estarem em acolhimento institucional, encarando essa nova realidade como uma forma de castigo por algo que possivelmente tenham feito de errado com as suas famílias, pois, até então, provavelmente, nem conheciam um ambiente saudável. Houve também alguns episódios de “devolução” após a adoção de algumas crianças e adolescentes, em que eles/elas tiveram que passar mais uma vez pela situação de abandono. Evidencia-se a importância do trabalho realizado pelos/as profissionais do Recanto da Criança, pois, com esse envolvimento, as crianças e adolescentes que vivem lá conseguem seguir regras e vivenciar uma rotina necessária e produtiva. Sendo assim, essa instituição proporciona um ambiente saudável e, por meio dele, as crianças e adolescentes institucionalizados experienciam o afeto e usufruem de um importante processo de socialização. Fica perceptível que, consequentemente, um ambiente tóxico pode influenciar a socialização e a aprendizagem de crianças e de adolescentes, mas, após se desvencilharem do ambiente de origem, com tempo, auxílio, afeto e paciência, conseguem se desenvolver no âmbito da socialização e da aprendizagem.
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