Estimativa de dose em uma residência com alta concentração de radônio: um estudo de caso
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv11n6-075Keywords:
dose, radônio, residênciasAbstract
O radônio tende-se a acumular em ambientes fechados ou com pouca ventilação. A Organização Mundial da Saúde (OMS) o reconhece como a segunda maior causa de câncer de pulmão no mundo e recomenda realizar medições em residências e locais de trabalho. O presente trabalho trata-se de um estudo de caso, a fim de estimar a dose recebida pelos moradores de uma residência com alta concentração de radônio. Contribuindo para a realização do protocolo recomendado pela OMS e elaborando medidas de mitigação para esta e demais residências. Durante a Campanha de Monitoração de Radônio em Ambientes Internos de Belo Horizonte, esta residência apresentou concentração de atividade proveniente do radônio de 445,0 Bq/m3, estando acima do limite recomendado pela OMS de 300 Bq/m3. Para este estudo utilizou-se 13 detectores de traços tipo CR-39 (Baryotrak/Fukuvi). Após o estudo radiométrico com estes detectores calculou-se a dose efetiva anual do radônio com base nas recomendações da UNSCEAR. Ela é feita pelo produto da concentração de atividade de radônio (Bq/m3), fator de equilíbrio (0.4), tempo de permanência em locais (7000h) e fator de conversão dosimétrica (9 nSv por Bqh/m3). A dose efetiva anual teve a concentração obtida pelos detectores CR-39, que são os mais recomendados. Para um indivíduo que permanecesse no porão da residência (cômodo inabitado), a média da dose efetiva encontrada foi: 81,20 mSv, ele localiza-se ao lado de um quarto de dormir, sugerindo que a concentração elevada do quarto seja proveniente do radônio presente no porão. Nos cômodos da casa, a dose efetiva mínima foi de 0,41 mSv máxima de 11.21 mSv. Valores encontrados indicam que medidas de mitigação como melhorar a ventilação e revestir o porão devem ser adotadas. A metodologia utilizada pode ser adotada nas demais residências que apresentaram concentração elevada, reduzindo a dose efetiva anual a que os moradores são expostos, diminuindo assim, o risco de desenvolver câncer de pulmão pela exposição ao radônio.
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