A Transexualidade nas Forças de Segurança
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv11n6-053Keywords:
transexualidade, segurança pública, direitos humanos, políticas públicasAbstract
Tornar-se um agente de segurança pública é se pôr em posição de destaque para observação e julgamento sociais e ainda passar a compor órgãos costumeiramente conhecidos por uma cultura predominantemente masculina e machista. E se na vida privada a população LGBTQIA+ já é diariamente alvo de preconceito, segregações e violências, como seria para eles serem membros das polícias brasileiras? “Assumir-se” transexual permite a assunção de uma posição identitária que dará sentido a suas vidas, contudo, enquanto ainda seguirem sendo identificados por apelidos vexatórios, vivenciarão o desafio que é o de como explicar aos outros quem ela é. Afinal, é uma tarefa árdua a desconstrução da associação necessária entre sexo e gênero, anatomia e identidade. Portanto, ao vermos as previsões de reservas de cotas aos transexuais e travestis em concursos públicos, uso do nome social e demais políticas públicas e legais que visam a propiciar a inclusão dessas pessoas nas mais diversas áreas, interessa-nos debruçar sobre a história e a realidade que envolve este tema tão delicado que é a aceitação de transexuais nas instituições de segurança pública.
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