Empregabilidade Geracional
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv11n6-037Keywords:
empregabilidade geracional, gerações no trabalho, recursos humanos, diversidade etária, gestão intergeracionalAbstract
Num mercado de trabalho onde coexistem quatro gerações – Baby Boomers, Geração X, Y (Millennials) e Z – torna-se essencial compreender as suas especificidades para uma gestão estratégica eficaz de pessoas. As organizações enfrentam o desafio de alinhar diferentes valores, estilos de comunicação, expectativas de carreira e níveis de literacia digital, num contexto marcado pela transformação digital e pela necessidade de inclusão. Este artigo analisa a empregabilidade geracional à luz das diferenças entre gerações, identificando comportamentos, motivações e obstáculos à plena integração organizacional. Pretende ainda propor estratégias de gestão de recursos humanos que promovam a colaboração intergeracional, a retenção de talento e a sustentabilidade do capital humano. Foi realizada uma revisão da literatura com base em fontes académicas e institucionais sobre diversidade geracional, complementada por um estudo quantitativo com 242 participantes através de um questionário (Microsoft Forms). O inquérito explorou perceções sobre a relação com o trabalho, tecnologia, resolução de conflitos e preferências em benefícios e ambiente laboral. Os dados mostram que as Gerações Y e Z valorizam a flexibilidade, o bem-estar e o propósito no trabalho, apresentando fluência digital, abertura ao diálogo intergeracional e maturidade emocional. Apesar de reconhecerem conflitos geracionais, acreditam na sua resolução através da comunicação e empatia. Estratégias como mentoria, formação colaborativa e ambientes psicologicamente seguros revelam-se promissoras. Conclui-se que a empregabilidade geracional requer uma abordagem personalizada e inclusiva, com práticas como reskilling, liderança adaptativa, integração estruturada e modelos de trabalho flexíveis, fundamentais para uma cultura organizacional resiliente e orientada para o futuro.
References
A Economia B. (2023). A era da diversidade geracional no mercado de trabalho. Recuperado de https://www.aeconomiab.com/diversidade-geracional/
FGV EAESP. (2010). Geração Y: um estudo sobre suas movimentações, valores e expectativas. Recuperado de https://pesquisa-eaesp.fgv.br/sites/gvpesquisa.fgv.br/files/arquivos/2_32653-88121-2-pb.pdf
Multivix. (2019). Comportamento das gerações Baby Boomers, X e Y no ambiente de trabalho. Revista Mundo Acadêmico, 12(17), 60–77. Recuperado de https://multivix.edu.br/wp-content/uploads/2019/04/revista-mundo-academico-v12-n17-artigo-04.pdf
PwC. (2023). Um olhar sobre a diversidade geracional nas organizações (2.ª edição). Recuperado de https://www.pwc.pt/pt/servicos/advisory/people-and-organisation/hr-for-business/2edicao-diversidade-geracional-nas-organizacoes.html
Rodrigues, R. (2020). Diferenças Geracionais no Trabalho e Retenção de Millennials [Dissertação de Mestrado, Universidade Autónoma de Lisboa]. Recuperado de file:///C:/Users/nunes/Downloads/Dissertacao_-Ruben_Rodrigues-_Final.pdf
Scielo. (2012). Silva, J. S., Dutra, J. S., & Veloso, E. F. R. (2012). Diferentes gerações e percepções sobre carreiras inteligentes e crescimento profissional nas organizações. Psicologia: Ciência e Profissão, 32(2), 336–349. Recuperado de https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-33902012000200007
Scielo Brasil. (2020). Gouveia, V. V., & Kubo, O. M. (2020). Novos desafios dos jovens na atualidade: trabalho, educação e família. Psicologia & Sociedade, 32. Recuperado de https://www.scielo.br/j/psoc/a/jNxSdtJbwbtPRXHBQwFwGMS/

