E se as regras fossem diferentes?
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv11n6-001Keywords:
coletividade no descompasso da inércia, opressão, transformação, Jean-Paul SartreAbstract
Embora muitos pensadores, mediante a história, têm nos mostrado desafios imensos inerentes ao campo da filosofia, do mesmo modo, eles têm nos desafiado de diversas maneiras, a procurarmos um certo equilíbrio enquanto agentes do pensamento crítico. Quando revisitamos ideias, nos adaptamos a novos contextos, reinterpretamos e contextualizamos o dito no que pode ser dito. Esse acesso, mediado por intermediações muitas e que nos permite afogar passividades, nos revela outros mundos, nos faz revisitar filósofos já esquecidos ou meramente descartados. Neste artigo, tenho como foco problematizar o possível encadeamento entre o que podemos compreender como capitalismo local e global, e para isso, me cercarei não de modo a deter-me, mas de maneira durável, da filosofia de Jean-Paul Sartre. Ao definir-se enquanto se redefine, ele e a sua filosofia, revelam oportunidades para as quais não precisamos e não devemos fechar os olhos. A nossa capacidade de mudança é de intensa força, e sentir a busca por um significado nos atenta ao mundo e a qual chão estamos a pisar. Portanto, não somos determinados, pois nos envolvemos para além do que poderia nos estagnar, e só assim, pressionamos as fronteiras do possível. Nesse artigo, eu considero a posição materialista Sartriana da realidade e, deste modo, tentarei demonstrar que a sua filosofia afasta-se de um sistema filosófico arraigado de idealismo, já que ela se alimenta de um universo material e situacional no qual estamos inseridos historicamente. Em suma, argumentarei que Sartre acredita que a liberdade individual deve ser pensada mediante a intrepidez coletiva e que deve se opor a sistemas opressivos como o capitalismo.
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