Economia solidária e empoderamento feminino: um estudo de caso do Programa Mulheres Mil na Feira da Cebola
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv11n5-090Keywords:
economia solidária, empoderamento feminino, desenvolvimento cooperativista, Feira da Cebola, Programa Mulheres MilAbstract
Este artigo tem como principal objetivo analisar de que modo o “Programa Mulheres Mil” por meio do curso FIC Agente de Desenvolvimento Cooperativista, desenvolvido pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFBA – Campus Irecê), tem impactado a vida das mulheres em situação de vulnerabilidade social. Para tanto, metodologicamente, este texto desenvolveu-se a partir de uma pesquisa de campo de cunho qualiquantitativo, cuja coleta de dados se deu pela aplicação de um questionário junto às mulheres que participaram do curso supracitado, captando suas percepções sobre essa experiência formativa, tomando como objeto de estudo o evento de culminância a Feira da Cebola, ocorrida nos dias 9 e 10 de maio de 2024, quando essas cursistas puderam expor e comercializar seus produtos. Além disso, também foram utilizados registros fotográficos do evento. Resultados: as mulheres que participaram o curso de capacitação profissional em cooperativismo manifestaram satisfação e reconhecimento da importância do curso para a sua qualificação profissional e empoderamento. Conclui-se que o acesso a informações relativas ao empreendedorismo, sobretudo no que se refere à autogestão, à educação financeira e à economia solidária e circular, contribuiu para a tomada de consciência e de decisão de muitas mulheres sobre a importância de se especializar, se capacitar e se tornar independente financeiramente; as cooperativas de mulheres é um caminho profícuo para o atingimento desse propósito.
References
ANDRADE, N. A. de; BUENO, N. X. Empreendedorismo feminino na economia criativa e seus desafios: um olhar sobre as competências. UFAM Business Review - UFAMBR, [S. l.], v. 4, n. 2, p. 88–105, 2022.
BARBOSA, M. Quase metade dos lares brasileiros são sustentados por mulheres. Correio Brasiliense, de 16 de fevereiro de 2020. Disponível em: https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2020/02/16/internas_economia,1122167/quase-metade-dos-lares-brasileiros-sao-sustentados-por-mulheres.shtml. Acesso em: 10 mai. 2025.
ELIS, N. C. S. A relação do empreendedorismo social e a educação financeira. 2021. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Administração) – Escola de Gestão e Negócios – Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiás, 2021.
FELIX, A.C. T.; FONTGALLAND, I. Valoração Ambiental. Campina Grande: Amplla Editora, 2021.
FONTGALLAND, I. L. Economia circular e consumo sustentável. Campina Grande: Editora Amplla, 2022.
HARVEY, D. O Novo Imperialismo. São Paulo: Edições Loyola, 2004.
KON, A. Considerações teóricas sobre a divisão sexual do trabalho na família: repercussões sobre o mercado de trabalho. In: SEMINÁRIO: AS FAMÍLIAS E AS POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL, 2005, Belo Horizonte. Anais do Seminário as Famílias e as Políticas no Brasil. Minas Gerais: ABEP, 2005. p. 1-20.
PIKETTY, T. O Capital no Século XXI. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2014.
SINGER, P. Introdução à Economia Solidária. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2002.
SIQUEIRA, D. P.; NUNES, D. H.; MORAIS, F. S. Identidade, reconhecimento e personalidade: empreendedorismo da mulher negra. EALR, v. 9, n. 3, p. 229-242, 2018.

