A gênese da discriminação, violência e suicídio no Rio Grande do Sul entre a população negra e indígena
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv11n3-064Keywords:
discriminação, violência, suicídio, população negra, população indígenaAbstract
Este trabalho se propõe a investigar a gênese da discriminação, violência e suicídio no Rio Grande do Sul entre a população negra e indígena, através da metodologia de revisão de estudo teórico e bibliográfico. Visamos estabelecer uma linha cronológica dos eventos relevantes, acerca das perspectivas histórica desde a chegada dos primeiros Padres Jesuítas até o período de fundação das primeiras cidades do Estado do Rio Grande do Sul e da abolição da escravatura no início da República brasileira. Nos interessa também, como um objetivo secundário, abordar a origem de costumes, tradições gaúchas e da dinâmica socio econômica do estado. Podemos destacar como conclusões parciais que a gênese da discriminação, violência e suicídio, no Rio Grande do Sul está: no desrespeito aos povos nativos, na sobreposição da cultura e costumes das nações ibéricas com o modelo de colonização exploratória, nos diversos conflitos entre povos nativos, portugueses e castelhanos pela posse de terras, de forma mais intensa durante o século XVIII, e, sobretudo pela implantação do comércio de mão de obra escrava de origem africana, através do tráfico humano realizado principalmente pelos portugueses em conluio com a classe dominante de algumas regiões do continente africano. Podemos mencionar ainda, que o suicídio em maior número no estado se iniciou na fase republicana entre os povos de origem africana. Atualmente, os dados da Organização Mundial de Saúde OMS, apontam para uma significativa taxa de mortalidade por suicídio no país entre a população indígena, tanto de homens, quanto de mulheres. Superando muito a média da população branca e também da população negra a cada 100 mil habitantes.
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