Usinas nucleares como equivalentes de reservatórios hidrelétricos e provedoras de estabilidade da rede: caso do sistema elétrico brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv11n2-084Keywords:
transição energética, reservatórios, energia termonuclear, baixa emissão, risco hidrológico, inérciaAbstract
Na configuração presente do sistema hidrotermo-eólico brasileiro, desde as duas últimas décadas, os reservatórios das usinas hidrelétricas não conseguem mais cumprir o seu papel regulador, antes, plurianual – resultado de equivocado planejamento da infraestrutura de geração, do uso ineficiente da eletricidade, do déficit de chuvas nas bacias hidrográficas das usinas, e da abreviação do processo de revisão ambiental para barragens hidrelétricas novas e para outras infraestruturas relacionadas à energia. No contexto das COPs 26 e 28 e da transição energética, e de quais tecnologias de baixa emissão podem constituir as medidas para o mix de geração, este trabalho propõe um aumento na base térmica, no médio e no longo prazo, de usinas termonucleares, que operam na base, ao disponibilizar uma “capacidade térmica reguladora”, como espécie de colchão de amortecimento da incerteza hidrológica, adicionando também estabilidade e resiliência para o Sistema Interligado Nacional - SIN. Estabelece-se um fator de equivalência entre a geração termonuclear e a água armazenada dos reservatórios, cujos resultados apontam para volumes que podem propiciar a retomada da capacidade plurianual dos reservatórios das usinas hidrelétricas brasileiras.
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