(In)sustentabilidade da pesca artesanal no Baixo São Francisco: percepções e conflitos socioambientais
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv11n2-082Keywords:
disputas territoriais, comunidades tradicionais, saberes ambientaisAbstract
Os conflitos territoriais são aqueles que envolvem questões sociais, como uma disputa de poder pelo direito ao uso de uma determinada área. Na região do Baixo rio São Francisco, as disputas territoriais entre as comunidades tradicionais e grandes empreendimentos, obras governamentais ou latifundiários são comuns. O objetivo desse estudo foi analisar como os conflitos interferem no modo de vida dos pescadores artesanais da comunidade do Bongue, em Ilha das Flores/SE. Como forma de alcançat tal objetivo, foi feito levantamento bibliográfico a partir dos buscadores “disputas territoriais”, “comunidades tradicionais e/ou quilombolas” e “saberes ambientais” elencadas no estudo nos bancos de dados da Scielo e Web of Science, além do buscador Google Acadêmico, visitas in loco, aplicação de entrevistas semiestruturadas e registros fotográficos. Foram identificados os principais problemas socioambientais relatados pela comunidade, sendo estes: assoreamento do Rio São Francisco e a aquicultura. Estes fatores interferem diretamente na atividade pesqueira, sendo esta a principal fonte de renda da comunidade, além de colocar em evidência os saberes ambientes dos pescadores. Conclui-se que haja maior controle sobre as políticas públicas relacionadas ao setor pesqueiro, à comercialização de produtos da sociobiodiversidade e maior aplicabilidade de políticas públicas relacionadas aos saberes ambientais dos pescadores artesanais que auxiliam na conservação dos ambientes naturais e na manutenção das práticas extrativistas.
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