Violência Institucional e Comunitária no contexto da logística de saúde em Moçambique
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv11n2-063Keywords:
violência, logística de saúde, Moçambique, exclusão social, inteligência artificialAbstract
A logística de medicamentos no Sistema Nacional de Saúde (SNS) de Moçambique enfrenta desafios críticos decorrentes da violência institucional e comunitária. A violência institucional, caracterizada por corrupção, má gestão e desigualdades estruturais, compromete a eficiência do sistema, enquanto a violência comunitária, manifestada na exclusão social, infraestrutura precária e desconfiança nas instituições, agrava as barreiras ao acesso à saúde. Este estudo tem como objetivo analisar os impactos dessas formas de violência na cadeia logística e propor um modelo lógico integrado para mitigar seus efeitos. O método adotado foi baseado em uma análise de dados contextuais e estudos recentes, avaliando a interação entre práticas institucionais e fatores comunitários. A pesquisa considerou a implementação do Plano Estratégico de Logística Farmacêutica (PELF) e explorou o potencial da integração de tecnologias emergentes, como inteligência artificial (IA), para otimizar o sistema. Os resultados indicaram que mais de 60% das unidades de saúde enfrentam rupturas regulares de estoque, com maior impacto em comunidades rurais. A fragmentação administrativa e a infraestrutura deficitária foram apontadas como fatores-chave para essas ineficiências. A adoção de tecnologias avançadas, combinada com estratégias de engajamento comunitário, demonstrou potencial para melhorar a previsibilidade de demandas e reduzir desigualdades no acesso a medicamentos. Conclui-se que a transformação da logística de saúde em Moçambique exige um esforço coordenado entre inovação tecnológica, reformas institucionais e participação ativa das comunidades. Estudos futuros devem avaliar a implementação prática do modelo lógico proposto.
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