As práticas avaliativas dos professores de matemática de ensino médio / The evaluative practices of high school mathematics teachers
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv6n3-212Keywords:
práticas avaliativas em matemática, avaliação formativa, instrumentos de avaliação e ensino de matemática.Abstract
Há muito tempo, avaliar significava apenas aplicar provas, atribuir uma nota e classificar os discentes em aprovados e reprovados. Todavia, ainda hoje existem professores que acreditam que avaliar consiste apenas nesse processo. Contudo, tal visão vem sendo aos poucos modificada, pois este é um processo contínuo, visando à reflexão para a correção de erros e encaminhamento do discente para aquisição das habilidades previstos. O presente estudo, pensado a partir da análise dos dados de uma pesquisa qualitativa, resultado da investigação realizada, pode-se perceber que a forma avaliativa funciona como um elemento de integração e regulação para o processo de ensino-aprendizagem. A metodologia se voltou para uma análise qualitativa com sujeitos entrevistados e os resultados refletem a concepção atual de que a avaliação é um processo entendido não só como o resultado das provas, mas também os resultados dos trabalhos e/ou pesquisas que os alunos realizam. Existem inúmeras técnicas avaliativas que permitem ao professor avaliar o desempenho dos discentes e fugir da tradicional prova escrita, possibilitando professores e discentes dialogarem buscado encontrar e corrigir possíveis erros, redirecionando o discente para a aprendizagem, motivando para a correção e sugerindo a ele novas formas de estudo para melhor compreensão dos assuntos abordados dentro da classe. Para tanto, trabalhamos a partir de uma discusão entre os teóricos que defendem a avaliação formativa, procurando entender o nível de discussão acerca dessa temática, e assim, contrubuir com sugestões sobre os diversos instrumentos de avaliação que a área de Educação Matemática tem experimentado e publicado.
References
ABRANTES, P. (1995) Avaliação e Educação Matemática. MEM/USU-GEPEM. Rio de Janeiro. (Série Reflexões em Educação Matemática).
ALLAL, L. (1986) Estratégias de avaliação formativa: concepções psicopedagógicas e modalidades de aplicação: In: Avaliação num ensino diferenciado – Atas do colóquio realizado na Univ. de Genebra, março 1978. Coimbra: Livraria Almedina, p. 175-209.
CELESTINO, A. S. (2012). A Funcionalidade da Avaliação em Matemática no Ensino Médio. Lisboa, 159 p. Dissertação (Mestrado em Ciências da Educação) - Programa de Pós-Graduação em Ciências da Educação, ULHT.
FREITAS, L. C. (et.al.) (2009). Avaliação Educacional: caminhando pela contra mão. Petrópolia, RJ. Vozes.
HADJI, C. (1994) A avaliação, regras do jogo: das intenções aos instrumentos. Porto: Porto editora.
HADJI, C. (2001). Avaliação desmistificada. Porto Alegre: Artmed.
HOFFMANN, J. L. M. (1995). Avaliação: mito e desafio: uma perspectiva construtivista. 29. ed. Porto Alegre: Mediação.
INEP, Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisa. (2012). Projeto básico 2012, Disponível em http://ebookbrowse.com/projeto-basico-aplicacao-pisa-2012-pdf-d289713578. Acesso em 25 de março de 2012.
LAVILLE, C., & DIONNE, J. (1999) A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre: Ed. Artes Médica; Belo Horizonte: Ed. UFMG.
LUDKE, M., & ANDRÉ, M. E. D. A. (1986) Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU.
MACIEL, D. M. (2003). A avaliação no processo ensino-aprendizagem de matemática, no ensino médio: uma abordagem sócio-cognitivista. (Dissertação de mestrado). Campinas: Faculdade Estadual de Campinas.
ORLANDI, E. P. (2005). Análise do Discurso. Princípios e Procedimentos. Campinas, SP: Pontes.
PERRENOUD, P. (1999) Avaliação: da excelência a regulação das aprendizagens: entre duas lógicas. Porto Alegre: Artme

