Influência da humanização em relação a percepção dos tutores sobre o escore corporal dos cães
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv10n12-011Keywords:
antropomorfização, canis lupus familiaris, obesidadeAbstract
O objetivo deste trabalho foi investigar junto a tutores, a humanização dos cães e sua influência na percepção do escore de condição corporal de cães (ECC), por meio de um questionário. O estudo foi desenvolvido na cidade de Florianópolis – SC. O questionário foi composto por perguntas que abordaram o perfil do tutor, do cão e aspectos de humanização do tutor com o cão. Foi aplicado de forma presencial em locais públicos com notória presença de tutores com seus cães. Foram obtidas 389 respostas. As respostas foram submetidas a análise descritiva. A análise comparativa da percepção de escore da condição corporal do cão (Escore 1 – Muito magro; 2 – Magro; 3 – Ideal; 4 – Sobrepeso; 5 – Obeso) por parte do seu tutor em relação a percepção do entrevistador, foi realizada por teste não-paramétrico de Spearman, para obtenção dos coeficientes de correlação. Sobre o perfil dos tutores, a maioria eram mulheres (66,1%), na faixa etária de 26 a 46 anos (62%) e praticantes de atividades físicas regulares (75,8%), sendo que 49,9% se consideravam no peso ideal e 46,3% acima do peso. Em relação aos cães: 53% eram machos e 47% fêmeas; 28,5% eram sem raça definida (SRD) e a maioria com porte pequeno a médio (88,9%). A faixa etária predominante foi de 1 a 4 anos (50,1%). De acordo com os tutores 70,1% dos cães praticam atividades física intensa a moderada. A correlação entre o entrevistador e o tutor (que foi entrevistado), mostraram concordância significativa (p<0,01) entre as respostas de ambos sobre o ECC do cão avaliado. Onde houve predominância (média de 69%) de escore de condição corporal 3, que é peso ideal. A maioria dos tutores (76,3%) não criou redes sociais a seus cães, não frequentam eventos sociais voltados a cães (74,6%) e os que possuem roupas são, na maioria, para situações de proteção de frio. Considerando somente as 25,89% respostas dos tutores, que não apresentaram concordância entre a observação de escore de condição corporal dos cães comparadas ao entrevistador, a maior parte dos atributos relacionados a humanização não ocorrem. Onde 70,40% destes cães não possuem fantasias e acessórios, e 84,69% não participam de eventos voltados a cães e não possui redes sociais, o que demonstra que a humanização não influencia a percepção do tutor do escore de condição corporal do cão. Logo, não há alta ocorrência de humanização dos cães de Florianópolis – SC. Não havendo influência deste fator na percepção dos tutores sobre o escore corporal dos cães, os quais predominantemente estavam e ECC de 3, considerado peso ideal.
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