A importância do enfermeiro nos testes neonatais: contribuições para a saúde e desenvolvimento infantil
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv10n12-004Keywords:
enfermeiros, triagem neonatal, recém-nascido, promoção da saúde, desenvolvimento infantilAbstract
Introdução: A saúde da criança, globalmente, tem apresentado notáveis avanços, sobretudo na redução da Taxa de Mortalidade Infantil em menores de cinco anos. Importantes estratégias preventivas têm sido articuladas para garantia da atenção integral à saúde da criança, por meio de ações e serviços que visam a redução desses indicadores, como exemplo, o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN). Objetivo: Identificar na literatura o impacto da atuação dos enfermeiros na promoção da saúde e no desenvolvimento infantil, por meio da aplicação dos testes neonatais. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa, utilizando as bases de dados PubMed®, Scielo® e BVS®. Os descritores utilizados foram “Enfermeiros”, “Triagem neonatal” e “Recém-nascido”. Utilizou-se como critérios de inclusão: artigos publicados de 2013 a 2023, em português ou inglês e disponíveis na íntegra. Foram excluídos teses, dissertações, estudos reflexivos e relatos de experiência. Os estudos foram analisados de forma crítica e os dados extraídos foram organizados em quadros e tabelas descritivas. Resultados: Foi selecionado um total de sete artigos. Os estudos evidenciaram que os enfermeiros possuem conhecimento sobre a operacionalização da triagem neonatal. No entanto, foram identificados desafios na implementação efetiva do PNTN, como a necessidade de gerenciar múltiplas responsabilidades e recursos materiais inadequados. Conclusões: A competência técnica e o engajamento dos enfermeiros na execução dos testes de triagem neonatal impactam diretamente a qualidade dos resultados e as ações de promoção da saúde. Reforça-se a importância da capacitação contínua dos enfermeiros, programas de educação permanente e a realização de novas pesquisas para otimizar o processo e os resultados da triagem neonatal.
References
ABAD, P. J. B. et al. Role of the nurse in newborn screening: integrating genetics in nursing education and practice. Philippine Journal of Nursing, Manila, v. 89, n. 1, p. 16-21, 2019. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/337463952_ROLE_OF_THE_NURSE_IN_NEWBORN_SCREENING_INTEGRATING_GENETICS_IN_NURSING_EDUCATION_AND_PRACTICE. Acesso em: 23 out. 2023.
ACOSTA, D. F; STREFLING, I. S. S; GOMES, V. L. Triagem neonatal: (RE)pensando a prática de enfermagem. Revista de enfermagem UFPE, Recife, v. 7, n. 2, p. 572-578, 2013. Disponível em: DOI: 10.5205/reuol.3073-24791-1-LE.0702201332. Acesso em: 22 out. 2023.
BATISTTI, A. C. et al. Conhecimento do enfermeiro sobre a importância e realização do teste de triagem neonatal. Rev. Enfermagem UFSM, Mato Grosso, v. 8, n. 2, p. 288-303, abr./jun. 2018. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/reufsm/article/view/28030/pdf. Acesso em: 04 jun. 2024.
BRASIL. Decreto-Lei n° 13.002, de 20 junho de 2014. Obriga a realização do Protocolo de Avaliação do Frênulo da Língua em Bebês. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2014. Disponível em: https://legis.senado.leg.br/norma/584813. Acesso em: 04 jun. 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Nota Técnica n° 18/2021 COCAM/CGCIVI/DAPES/SAPS/MS. Brasília, 2021. Disponível em: https://egestorab.saude.gov.br/image/?file=20211129_I_notatecnica18cardiopatiacongenita_3941354402197404449.pdf. Acesso em: 22 out. 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria Municipal de Atenção à Saúde. Diretrizes de Atenção à Saúde Ocular na Infância: detecção e intervenção precoce para a prevenção de deficiências visuais. 1. ed. p. 19, Brasília, 2013. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_saude_ocular_infancia.pdf.Acesso em: 22 out. 2023
BRASIL. Decreto-Lei nº 14.154, de 26 de maio de 2021. Altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), para aperfeiçoar o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), por meio do estabelecimento de rol mínimo de doenças a serem rastreadas pelo teste do pezinho; e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2021. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/l14154.htm. Acesso em: 18 de set. de 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Teste do coraçãozinho (oximetria de pulso) na triagem neonatal. Brasília, DF, 2017. Disponível em: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2017/11/875369/testecoracaozinho-final.pdf. Acesso em: 18 mai. 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde e Vigilância Sanitária. Saúde reforça importância do Teste da Orelhinha para identificar problemas de audição em recém-nascidos. Brasília, DF, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/pt-br/noticias/saude-e-vigilancia-sanitaria/2022/09/saude-reforca-importancia-do-teste-da-orelhinha-para-identificar-problemas-de-audicao-em-recem-nascidos. Acesso em: 18 mai. 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de vigilância em saúde. Boletim epidemiológico: mortalidade infantil no Brasil. Brasília, DF, 37. ed., 2021. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/edicoes/2021/boletim_epidemiologico_svs_37_v2.pdf. Acesso em: 11 set. 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria n° 822, de 06 de junho de 2001. Brasília, DF, 2001. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2001/prt0822_06_06_2001.html. Acesso em: 18 mai. 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria Municipal de Atenção à Saúde. Manual de normas técnicas e rotinas operacionais do programa nacional de triagem neonatal. 2. ed. Brasília, 2004. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_normas_tecnicas_rotinas_operacionais_programa_triagem_neonatal.pdf. Acesso em: 22 out. 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria n° 1.328, de 03 de dezembro de 2012. Brasília, DF, 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/sas/Links%20finalizados%20SAS%202012/prt1328_03_12_2012.html. Acesso em: 04 jun. 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção a Saúde. Triagem neonatal biológica: manual técnico. Brasília, p. 12, 2016. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/triagem_neonatal_biologica_manual_tecnico.pdf. Acesso em: 22 out. 2023.
CARVALHO, F. G; MARQUI, A. B. T. Assistência de enfermagem no teste do pezinho. Revista de Pesquisa Cuidado é Fundamental. RPCFO, Uberaba, v. 15, n. 1, p. 1-8, nov. 2023. Disponível em: https://doi.org/10.9789/2175-5361.rpcfo.v15.12680. Acesso em 04 jun. 2024.
CAVALCANTI H.G. et al. Overview of newborn hearing screening programs in Brazilian maternity hospitals. Brazilian Jornaul of Otorhinolaryngol. p. 346-353, 2014. Disponível em: DOI: http://dx.doi.org/10.1016/j.bjorl.2014.05.005. Acesso em: 22 out. 2023
FRAGA, M. R. B. A. et al. Diagnóstico de anquiloglossia em recém-nascidos: existe diferença em função do instrumento de avaliação? CoDAS. Recife, v. 33, n. 01, p. 01-07, 2021. Disponível em: DOI: 10.1590/2317-1782/20202019209. Acesso em: 22 out. 2023.
FRANÇA, E. B. et al. Principais causas da mortalidade na infância no Brasil, em 1990 e 2015: estimativas do estudo de Carga Global de Doença. Rev. Brasileira de Epidemiologia, [s.l.], v. 20, p. 46–60, maio 2017. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1980-5497201700050005. Acesso em: 11 set. 2023.
FUNDAÇÃO ABRINQ. Número de óbitos de menores de 1 ano de idade por causas claramente evitáveis segundo sexo. São Paulo, 2021. Disponível em: https://observatoriocrianca.org.br/cenario-infancia/temas/primeira-infancia/760-numero-de-obitos-de-menores-de-1-ano-de-idade-por-causas-claramente-evitaveis-segundo-sexo?filters=1,970. Acesso em: 11 set. 2023.
JOSEPH, R. A. et al. Expanded Newborn Screening: Challenges to NICU Nurses. Adv Neonatal Care, v. 17, n. 3, p. 151-161, 2017. Disponível em: DOI: 10.1097/ANC.0000000000000381. Acesso em: 23 out. 2023.
KHAN, N. B; JOSEPH L; ADHIKARI M. As experiências e práticas de triagem auditiva de enfermeiros de cuidados primários de saúde: Indicações para encaminhamento com base em fatores de alto risco e opiniões da comunidade sobre perda auditiva. Rev. Africana de Cuidados de Saúde Primários e Med. Familiar, África do Sul, v.10, n.1, p. 1-11, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.4102/phcfm. Acesso em: 04 jun. 2024.
MEDEIROS, A. L. et al. Oximetria de pulso no diagnóstico de cardiopatia congênita: sugestões para a implementação de uma estratégia de rastreio. Cogitare Enferm, João Pessoa, v. 20, n. 3, p. 605-611, jul./set. 2015. Disponível em: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2016/08/1237/40941-163352-1-pb.pdf. Acesso em: 04 jun. 2024.
NASCIMENTO, S. G. et al. Mortalidade infantil por causas evitáveis em uma cidade do Nordeste do Brasil. Rev. Brasileira de Enfermagem, Recife, v. 67, n. 2, p. 208–212, mar. 2014. Disponível em: https://doi.org/10.5935/0034-7167.20140027. Acesso em: 11 set. 2023.
OLIVEIRA, K. B. et al. Análise do processo de triagem neonatal biológica no estado de Mato Grosso. Enfermagem Foco, Mato Grosso, v. 11, n. 5, p. 159-165, maio 2020. Disponível em: http://revista.cofen.gov.br/index.php/enfermagem/article/download/3404/1039. Acesso em: 04 jun. 2024.
OLIVEIRA, T. S. et al. Triagem Auditiva Neonatal: associação entre a cobertura, oferta de fonoaudiólogos e equipamentos no Brasil. CoDAS, v. 33, n. 02, p. 01-08, 2021. Disponível em: DOI: 10.1590/2317-1782/20202019259. Acesso em: 22 out. 2023.
ONU - Organização das Nações Unidas. Unicef e OMS dizem que taxas de mortalidade materno-infantil nunca foram tão baixas, 2019. Disponível em: https://news.un.org/pt/story/2019/09/168753. Acesso em:11 set. 2023.
PADILLA, P. J. D; MANALO, E.M. Conhecimento, atitudes e práticas de triagem neonatal entre residentes de obstetrícia-ginecologia, residentes de pediatria e enfermeiras de triagem neonatal em um hospital terciário governamental nas Filipinas durante a pandemia de COVID-19. Rev. Internacional de Triagem Neonatal, Filipinas, v.9, n. 19, p. 235-248. 2023. Disponível em: https://doi.org/10.3390/ijns902001. Acesso em: 04 jun. 2024.
RODRIGUES, D. O. W. et al. Diagnóstico histórico da triagem neonatal para doença falciforme. Revista de Atenção à Saúde, Juiz de Fora, v. 13, n. 1, p. 34-45, jan./mar. 2010. Disponível em: https://www.nupad.medicina.ufmg.br/arquivos/acervo-cehmob/oficinas-encontros/1-econtro-multiprofissional/Diagnostico-historico-da-triagem-neonatal-para-doenca-falciforme.pdf. Acesso em: 22 out. 2023.
SILVA, M. B. G. M; ZAGONEL, I. S; LACERDA, M. R. A enfermagem na triagem neonatal. Acta Scientiarum. Health Sciences, Curitiba (PA), v.25, n.2, p. 155-161, 2003. Disponível em: DOI: 10.4025/actascihealthsciv25i2.2226. Acesso em: 11 set. 2023.
SILVA, M. B. G. M.; LACERDA M. R. “Teste do pezinho”: por que coletar na alta hospitalar. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 5 n. 2 p. 60-64, 2003. Disponível em: http:/www.fen.ufg.br/revista. Acesso em: 22 out. 2023.
SOUZA, M. T; SILVA, M. D; CARVALHO, R. Revisão integrativa: o que é e como fazer. Einstein, São Paulo, v. 8, n. 1, p. 102-106, mar. 2010. Disponível em: https://doi.org/10.1590/s1679-45082010rw1134. Acesso em: 08 out. 2023.
SOUZA, R. S. et al. Atenção à saúde da criança: prática de enfermeiros da saúde da família. Rev. Min. Enferm., Paraná, v.17, n. 2, p. 331-339, 2013. Disponível em: http://www.revenf.bvs.br/pdf/reme/v17n2/v17n2a07.pdf. Acesso em: 22 out. 2023.
STREFLING, I. S. S. et al. Conhecimento sobre triagem neonatal e sua operacionalização. Cogitare Enfermagem, Pelotas, v.19, n.1, p. 27-33, jan./mar. 2014. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/cogitare/article/view/35928/22159. Acesso em: 04 jun. 2024.
WATSON, M. S. et al. Newborn Screening: Toward a Uniform Screening Panel and System—Executive Summary. Pediatrics, v. 117, n. 5, p. 296-307, maio, 2006. Disponível em: DOI: 10.1542/peds.2005-2633I. Acesso em: 22 out. 2023.

