Avaliação das alterações glicêmicas baseadas na hemoglobina glicada e glicemia média estimada em pacientes do Centro de Atendimento Comunitário do CEUB (CAC)
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv10n9-053Keywords:
hemoglobina glicada (HbA1c), Glicemia Média Estimada (GME), Glicemia de Jejum (GJ)Abstract
A diabetes mellitus (DM) é uma doença crônica não transmissível (DCNT) de grande importância mundial e de saúde pública que tem se tornado cada vez mais frequente e vem desencadeando diversas patologias secundárias e, consequentemente, aumentando o número de mortes dentro da população. Tal distúrbio possui algumas formas de diagnóstico, podendo ser através da glicemia de jejum (GJ), testes de sobrecarga glicêmica ou pela hemoglobina glicada (HbA1c). A hemoglobina glicada é formada a partir da ligação da glicose à hemoglobina dentro das hemácias e, com isso, é possível avaliar a glicemia de pacientes com até 4 meses de antecedência, através do cálculo da glicemia média estimada (GME). Esse método é considerado padrão ouro para controle da glicemia e tem grande relevância, precisão e facilidade de execução. O objetivo desse estudo foi calcular a glicemia média estimada de pacientes do Laboratório Escola do CEUB através da hemoglobina glicada e correlacionar com resultados da glicemia de jejum (GJ) para avaliar as alterações glicêmicas evidenciadas pelo resultado dos dois exames e verificar a possibilidade de avaliação glicêmica sem a necessidade do jejum para a coleta de material biológico. Para a análise estatística, foi utilizada a plataforma Bioestat 5.3 que comparou GJ com a GME através do teste T. Foi evidenciado que o descarte do jejum não é possível para os pacientes, apesar dos valores para glicemia de jejum igual ou acima de 126 g/dL ter apresentado valor de correlação um pouco mais expressivo, diferente dos resultados mostrados em outras comparações examinadas.
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