Adesão ao pré-natal nas unidades básicas de saúde pedro cavalcante e laranjeiras, Marabá-Pará / Adhesion to prenatal in the basic health units pedro cavalcante and orange, Marabá-Pará
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv6n2-276Keywords:
Pré-natal. Idade gestacional. Consultas.Abstract
O pré-natal é uma das ações de saúde desenvolvidas no país com o objetivo de garantir um período gestacional e um nascer saudável. Apesar disso, nota-se que altos índices de óbitos perinatais e maternos persistem, principalmente na região Norte do país. Assim, o presente estudo teve como objetivo analisar a adesão ao pré-natal de usuárias das Unidades Básicas de Saúde (UBS), Pedro Cavalcante e Laranjeiras, Marabá-Pará, no período de 2016. Dessa maneira, tomou-se como referência dados a partir dos prontuários das gestantes e Ficha Perinatal. Foram analisados 402 prontuários, sendo 103 da UBS Pedro Cavalcante e 299 da UBS Laranjeiras e obteve-se as seguintes variáveis: idade, estado civil, escolaridade, paridade, idade gestacional de adesão ao pré-natal e o número de consultas. Para análise dos dados, utilizou-se tratamento estatístico com a estatística descritiva, teste Qui-quadrado e correlação de Pearson. Verificou-se entre as duas unidades a média de idade materna de 24.08, sendo que na UBS Pedro Cavalcante observou uma média de 23,87 e na UBS Laranjeiras de 24,16 – tendo na totalidade 27% (108) gestantes adolescentes e 73% (294) gestantes adultas. Além disso, observou-se a média de paridade de 1.23 filhos por mulher. Na UBS Pedro Cavalcante a adesão foi majoritariamente tardia (57%), enquanto na UBS Laranjeiras, um pouco mais da metade das gestantes no período analisado aderiram precocemente ao pré-natal (56%). Observou-se que, em ambas as unidades, a maioria das gestantes não tiveram um número de consultas adequado, tendo 90% de não adesão na unidade Pedro Cavalcante e 73% em Laranjeiras.
References
ANJOS, J. C. BOING, A. F. Diferenças regionais e fatores associados ao número de consultas de pré-natal no Brasil: análise do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos em 2013. Revista Brasileira de Epidemiologia. ed. 19. 2016.
BRASIL. Ministério da Saúde. Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher – PNDS 2006: dimensões do processo reprodutivo e da saúde da criança/ Ministério da Saúde, Centro Brasileiro de Análise e Planejamento. – Brasília: Ministério da Saúde, 2009.
BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução n°466, de 12 de dezembro de 2012. Brasília, DF, 12 dezembro de 2012.
BRASIL. Ministério da saúde/Datasus. Indicadores e dados básicos – IDB/SUS. Informações de Saúde. Mortalidade materna, óbitos infantis (0-6 dias) e óbitos fetais. Disponível em: http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=0205&id=6937. Acesso em 12 de novembro de 2017.
BRASIL. Ministério da Saúde/Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção ao pré-natal de baixo risco. – 1. ed. rev. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2013.
BRASIL. Ministério da Saúde/Secretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Manual de vigilância do óbito infantil e fetal e do Comitê de Prevenção do Óbito Infantil e Fetal. – 2. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2009.
COIMBRA L. C, et. al. Fatores associados à inadequação do uso da assistência pré-natal. Revista Saúde Pública, ed. 37. 2003.
COIMBRA, L. et al. Fatores associados à inadequação do uso da assistência pré-natal. Revista Saúde Pública, 2003, vol. 37, n. 4, p. 456-462. Disponível em: < http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102003000400010>. Acesso em: 16 de novembro de 2017.
COSTA, C. S. C. et al. Características do atendimento pré-natal na rede básica de saúde. Revista Eletrônica de Enfermagem. ed. 15. 2013.
COUNCIL FOR INTERNATIONAL ORGANIZATIONS OF MEDICAL SIENCES (CIOMS), em colaboração com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Diretrizes Éticas Internacionais para a Pesquisa Envolvendo Seres Humanos. Genebra, 1993. Disponível em: https://www.ufrgs.br/bioetica/cioms.htm. Acesso em: 17 de novembro de 2017.
DOMINGUES, R. M. S. M. et al. Avaliação da adequação da assistência pré-natal na rede SUS do Município do Rio de Janeiro, Brasil. Caderno de Saúde Pública, ed. 28. Rio de Janeiro, 2012.
FERREIRA, PL. Estatística Descritiva e Inferencial: breves notas. Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra, 2005.
GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. - 4. ed. - São Paulo: Atlas, 2002.
LANSKYA, S. et al. Mortalidade Perinatal e evitabilidade: revisão da literatura. Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, MG, Brasil. Departamento de Epidemiologia da Escola Nacional de Saúde Pública (Fiocruz). Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Revista Saúde Pública, 2002.
MARABÁ. Secretaria Municipal de Saúde/Coordenação Geral a Saúde. Unidades Básicas de Saúde. Marabá, 2017.
MARABÁ. Secretaria Municipal de Saúde/Departamento a Saúde da Mulher. sisprenatal. Marabá, 2017.
NUNES, J. T, et al. Qualidade da assistência pré-natal no Brasil: revisão de artigos publicados de 2005 a 2015. Caderno de Saúde Coletiva. Rio de Janeiro, 2016.
PAGANO, M. GAUVREAU, K. Princípios de bioestatística. Tradução Luiz Sérgio de Castro Paiva. Revisão técnica Lúcia Pereira Barroso. — São Paulo: Cengage Learning, 2004.
REIS, E. A. REIS, I. A. Análise Descritiva de Dados. Relatório Técnico do Departamento de Estatística da UFMG, jun. 2009. Disponível em: <http://www.est.ufmg.br/>. Acesso em: 17 de novembro de 2017.
ROCHA, A. C. R. ANDRADE, G. S. Atenção da equipe de enfermagem durante o pré-natal: percepção das gestantes atendidas na rede básica de Itapuranga – GO em diferentes contextos sociais. Revista de Enfermagem Contemporânea, ed. 6. 2017.
ROSA, Cristiane Q. SILVEIRA, D. S. COSTA, J. S. D. Fatores associados à não realização de pré-natal em município de grande porte. Prática de Saúde Pública. Revista Saúde Pública, ed. 48. 2014.
SANTOS, L. A. V. História gestacional e características da assistência pré-natal de puérperas adolescentes e adultas em uma maternidade do interior de Minas Gerais, Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, ed. 23, 2018.
SILVA, J. R, et al. Indicadores da Qualidade da Assistência Pré-Natal de Alto Risco em uma Maternidade Pública. Revista Brasileira de Ciências da Saúde, vol. 22, n. 2. 2018.
SOUZA, F. M. Adesão Tardia ao Pré-Natal: Uma questão de saúde pública e de educação. Florianópolis, 2014.
TREVISAN, M. R. et al. Perfil da assistência pré-natal entre usuárias do Sistema Único de Saúde em Caxias do Sul. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Rio de Janeiro, v. 24, n. 5, junho, 2002. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-72032002000500002&script=sci_abstract&tlng=pt>. Acesso em: 16 de novembro de 2017.
UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA (UNISANTA). Modelo de Termo de Consentimento de Uso de Banco de Dados. Disponível em: https://unisanta.br/Download/Download?NomeDoArquivoOriginal=Modelo_Termo_Consentimento_Uso_BD.docx. Acesso em: 16 de novembro de 2017.
VIEIRA, E. M. Gravidez na adolescência e transição para a vida adulta em jovens usuárias do SUS. Revista de Saúde Pública, ed. 51. 2017.
VIELLAS, E. F, et al. Assistência pré-natal no Brasil. Caderno de Saúde Pública. Rio de Janeiro, 2014.
WEHBY G. L, et. al. Prenatal care effectivenesse and utilization in Brazil. Health Policy and Planning, ed. 24. 2009.
ZUGAIB, M. RUOCCO, R. M. S. A. Pré-natal: Clínica Obstétrica da Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo (USP). São Paulo: Atheneu, 2005.

