Estratégias de Hedge e derivativos no agronegócio brasileiro: reduzindo riscos
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv10n7-007Keywords:
Hedge, derivativos, mercado futuroAbstract
No contexto atual, marcado pela instabilidade econômica e por incertezas climáticas e geopolíticas, o agronegócio enfrenta desafios consideráveis, o agronegócio, como um dos pilares fundamentais da economia brasileira, abrange uma vasta gama de atividades, que vão desde o fornecimento de insumos agrícolas até a distribuição de produtos agropecuários para o consumidor final. Para enfrentar as oscilações de preços das commodities agrícolas, os produtores utilizam o mercado de derivativos, que oferece instrumentos financeiros cujo valor varia em relação a um ativo subjacente. A adoção de derivativos como técnica de hedge destaca-se como uma estratégia fundamental para reduzir os riscos inerentes ao setor, oferecendo uma proteção contra adversidades imprevistas. As operações de hedge podem ser feitas com negociações de derivativos e contratos futuros destaca-se como uma estratégia fundamental para reduzir os riscos inerentes ao setor, oferecendo uma proteção contra adversidades imprevistas nos negócios agrícolas. Este estudo teve como objetivo apresentar a importância do hedge como estratégia de gestão de riscos no agronegócio. Envolveu uma revisão bibliográfica utilizando fontes como bases de dados, livros e literatura especializada relacionadas ao tema. O agronegócio é importante para atender à crescente demanda global e estratégias de hedge com derivativos e contratos futuros são relevantes para minimizar os riscos relacionados à volatilidade dos preços das commodities agrícolas e garantir segurança financeira para produtores e compradores, proporcionando estabilidade e previsibilidade às operações agrícolas. Vale destacar que, existe a necessidade de uma compreensão aprofundada dos mercados de commodities, uma análise detalhada dos riscos presentes e a escolha detalhada dos instrumentos financeiros apropriados para uma implementação eficaz das estratégias de hedge.
References
ARAUJO, M. O segredo do grão: o comércio de commodities agrícolas. Curitiba: 2017.
ASSAF NETO, A. Finanças Corporativas e Valor. 3º ED. Ed. Editora Atlas S.A: Atlas, 2008.
ASSAF NETO, V. H. R. Análise de instrumentos de hedge e aplicação prática nas empresas agrícolas. 2012. Trabalho de Conclusão de Curso - Curso de Administração, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2012.
ASSAF NETO, Al. Mercado financeiro. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2016.
BUAINAIN, A. M.; SILVEIRA, R. L. F. Manual de avaliação de riscos na agropecuária. 1. ed.Rio de Janeiro: ENS-CPES, 2017.
CALEGARI, I. P.; BAIGORRI, M. C.; FREIRE, F. S. Os derivativos agrícolas como uma ferramenta de gestão do risco de preço. Custos e @gronegócio online, v. 8, 2012.
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS - CVM. Mercado de valores mobiliários brasileiro. Rio de Janeiro, RJ. Setembro de 2019. 4 ed.
FORIGO, E. M.; ZAGO, C. A.; ABREU, L. F. O hedge como ferramenta para diminuição dos riscos nas operações financeiras de uma cooperativa de agroalimentos. VI congresso nacional de excelência em gestão, 2010.
FORTUNA, E. Mercado Financeiro: Produto e Serviços. 21 Ed. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2017. 869 p.
JESUS, D. P. OLIVEIRA, F. A.; MAIA, S. F. Avaliação da Razão Ótima e Efetividade do Hedge das Commodities Agrícolas Negociadas na B3 com o Uso do Modelo Garch-Bekk. Revista Evidenciação Contábil & Finanças. 2022
JOVANOVIC, S. Hedging Commodities.USA. Harriman House Ltd. 3 fev. 2014.
HULL, J. C. Fundamentos dos mercados futuros e de opções. São Paulo: Bolsa de Mercadorias & Futuros, 2005.
HULL, J. C. Opções, Futuros e Outros Derivativos. Tradução: Francisco Araújo da Costa. Brasil: Bookman 2016, 9 ed
KIMURA, H. Administração de Riscos em Empresas Agropecuárias e Agroindustriais. Caderno de Pesquisas em Administração, v. 1, n. 7, 2. trim. 1998.
KIMURA, H. Ferramentas de análise de riscos em estratégias empresariais. RAE-eletrônica, v. 1, n. 2, jul./dez. 2002.
KNIGHT, F. H. Risk, uncertainty and profit. Boston: Houghton Mifflin Company,
LEGUNES, E. L. Gestão de risco: uso de instrumentos de Hedge por produtores de algodão no Brasil. 2023. Tabalho de Conclusão de Curso - Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul -UFRGS, Porto Alegre, 2023
MENDES, J. T. G; PADILHA JUNIOR, J. B. Agronegócio: uma abordagem econômica. São Paulo: Pearson, 2007.
MING, W. J. Um modelo para gestão de risco de commodities / W.J. Ming. -- São Paulo, 2011.92 p. Trabalho de Formatura - Escola Politécnica da Universidade
de São Paulo. Departamento de Engenharia de Produção, 2005
MOLERO, L.; MELLO, E. Derivativos Negociação e Precificação. 2 Ed. São Paulo: Saint Paulo, 2020. 534 p.
MONTEIRO, V. B.; PENNA, C. M. Diagnóstico para a desindustrialização do Brasil: doença holandesa ou custo Brasil?. Brazilian Journal of Development: Curitiba, v.7, n.6, p. 58706-58733, jun. 2021.
MORAIS, L. C., CARNEIRO, L. F. R. (2017). Uso de derivativos agropecuários como
alternativa na comercialização da soja no Mato Grosso do Sul. I ENCONTRO INTERNACIONAL DE GESTÃO, DESENVOLVIMENTO E INOVAÇÃO (EIGEDIN), Naviraí, MS, set. 2017.
MORIBAYASHI, E. H. et al. Análise de risco na cadeia do agronegócio: estudo de caso com produtores rurais no estado de goi s. Ipê Agronomic Journal, v. 7, n. 1, p. 1-20, 2023.
OLIVEIRA V.; PINHEIRO J. Gestão de risco no mercado financeiro: uma
abordagem prática e contemporânea para as empresas. 1 ed. São Paulo. Saraiva Uni.2018
OZAKI, V. A. Análise e gestão de risco agrícola. Piracicaba: Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas, 2012. 119 p.
PACÍFICO, D. Hedge para empresas agropecuárias. AgroANALYSIS, v. 25, n. 6, p. 46-48, 2005.
RIBEIRO, L. D. Teste de eficiência no mercado de derivativos do Brasil. TCC (Graduação em Economia) INSPER, 2018
SAVELLI, A. D. Proteção contra as oscilações de preço das commodities agrícolas - mecanismos de hedge. In: CONGRESSO VIRTUAL BRASILEIRO DE ADMINISTRAÇÃO, 2009, p. 1 – 11.
SCOLARI, D. D. G. Inovação tecnológica e desenvolvimento do agronegócio. Revista de Politica Agrícola, v. 4, n. XV, p.59-73, Out/Nov/Dez 2006.
SILVA, F. M. Especulação no Mercado Futuro de Commodities Agrícolas e o Papel da Regulação Governamental e da Autorregulação da BM&FBOVESPA. Journal of Law and Regulation, v. 1, n. 1, p. 239-263, 2015.
SILVEIRA, R. L. F. Análise das operações de cross hedge do bezerro e do hedge do boi gordo no mercado futuro da BM&F. Piracicaba, 2002. Dissertação (Mestrado) – Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Universidade de São Paulo,2002.
SILVEIRA, R. L. F. da; FERREIRA FILHO, J. B. de S. Análise das operações de cross hedge do bezerro e do hedge do boi gordo no mercado futuro da BM&F. Revista de Economia e Sociologia Rural, Brasília, v. 41, n. 4, p.881-899, 2003.
SOARES, C. C. Introdução ao Comércio Exterior: fundamentos teóricos do comércio internacional. São Paulo: Saraiva, 2004.
ZANELLA, T. P.; LEISMANN, E. L. Abordagem da sustentabilidade nas cadeias de commodities do agronegócio brasileiro a partir de sites governamentais. Revista Metropolitana de Sustentabilidade - Rms, São Paulo, v. 7, n. 2, p.6-19, Mai/Ago, 2017.

