Avaliação da inteligência: consensos e dissensos de uma prática centenária
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv10n6-036Keywords:
inteligência, psicometria, testes psicométricos, aferição das diferenças individuais, liga brasileira de higiene mentalAbstract
O uso de testes psicométricos foi largamente difundido no Brasil nas primeiras décadas do século XX. A partir de 1980 a mensuração ou classificação do desenvolvimento humano passou a ser fortemente questionada e debatida, estando hoje seu uso envolto em consensos e dissensos. Este estudo objetiva compreender os pressupostos teóricos que embasam as práticas de aferição da inteligência, bem como sua utilização. Esta pesquisa é de cunho bibliográfico e qualitativo desenvolvida com fontes primárias e secundárias que oferecem reflexões sobre as possíveis motivações para persistência do uso de tais instrumentos na contemporaneidade. Com a evolução dos múltiplos conceitos de inteligência, sua avaliação também necessita de modificações, sendo a psicometria ímpar e ineficiente para abarcar a completude avaliativa, por seu caráter segregador e excludente. Sendo assim, necessita-se que novos modelos avaliativos sejam aprimorados para que estes não excluam o meio social que o sujeito habita, bem como que abarquem em seus processos os condicionantes sócio-históricos que perpassam os instrumentos de avaliação e a própria condição de inteligibilidade humana.
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