Diálogos entre cinema e educação popular: reflexões a partir do filme “Que horas ela volta?”
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv10n4-025Keywords:
filme “Que horas ela volta?”, análise crítica, educação popularAbstract
Este trabalho propõe uma análise crítica do filme de produção brasileira “Que horas ela volta?” (2015), que relata a história de vida de uma empregada doméstica que abandona sua filha e sua casa em busca de uma vida melhor para ambas, mãe e filha, iniciando seu trabalho como doméstica na casa de uma família de classe média alta. Busca-se estabelecer uma relação dos acontecimentos da produção cinematográfica alinhando à realidade da sociedade brasileira problematizando, em especial, o papel da educação para a superação das desigualdades sociais. As reflexões aqui propostas ancoram-se no paradigma da educação popular, buscando compreender como esse paradigma educacional está presente na relação mãe-filha na trama cinematográfica ora analisada.
References
ALMEIDA, Rogério. Cinema e educação: fundamentos e perspectivas. Educação em Revista Belo Horizonte, 2017
ARROYO, Miguel. Os jovens, seu direito a se saber e o currículo. In: DAYRELL, Juarez; CARRANO, Paulo e MAIA, Carla Linhares. Juventude e Ensino Médio. Belo Horizonte, Editora UFMG, 2014.
BARROS, José d’Assunção. Cinema e história – As funções do cinema como agente, fonte e representação da história. Ler História, 52, 2007, 127-159.
BRITES, JUREMA. Afeto e desigualdade: gênero, geração e classe entre empregadas domésticas e seus empregadores. Famílias em Movimento. Cad. Pagu (29), 2007
CARREIRA, Beatriz Fernanda; ALVES, Maria Zenaide. Pré-vestibulares populares e a democratização da educação por meio da luta popular. Geoconexões, [S. l.], v. 2, n. 16, p. 135–149, 2023. DOI: 10.15628/geoconexes.2023.15757. Disponível em: https://www2.ifrn.edu.br/ojs/index.php/geoconexoes/article/view/15757. Acesso em: 8 abr. 2024.
DIAS, Fernanda Vasconcelos. A pedagogia crítica nos Estados Unidos: Possibilidades para pensar a prática educativa crítica e popular. In: Educação popular e letramentos/ organização Selma Martines Peres, Maria Zenaide Alves. Jundiaí, SP. Paco Editorial, 2019.
DUARTE, Rosália. Cinema & educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.
FREIRE, Paulo, 1921-1997, Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos / Paulo Freire. – São Paulo: Editora UNESP, 2000.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1987.
GOHN, Maria da Glória. Educação não-formal, participação da sociedade civil e estruturas colegiadas nas escolas. Ensaio: aval. Pol. Publi. Educ. Rio de Janeiro, v.14, n. 50, 2006.
Gov.br. Ministérios do Desenvolvimento Social e dos Direitos Humanos abrem seminário pela luta contra o trabalho escravo doméstico. 2023. Disponível em: https://www.gov.br/mds/pt-br/noticias-e-conteudos/desenvolvimento-social/noticias-desenvolvimento-social/ministerios-do-desenvolvimento-social-e-dos-direitos-humanos-abrem-seminario-pela-luta-contra-o-trabalho-escravo-domestico. Acesso em: 27 de fevereiro de 2024.
QUE HORAS ELA VOLTA? Direção de Anna Muylaert. Brasil: África filmes, Globo Filmes, 2015. 1 DVD (112 min.).
PENAFRIA, Manuela. Análise de Filmes - conceitos e metodologia(s). VI Congresso SOPCOM, 2009
PALUDO, Conceição. Educação popular como resistência e emancipação humana. Cadernos Cedes, Campinas, v. 35, n. 96, p. 219-238, maio-ago., 2015
SILVA, Christiane Leolina Lara, et al. O trabalho de empregada doméstica e seus impactos na subjetividade. Psicol. rev. (Belo Horizonte), 2017.
SOARES, Magda. Linguagem e escola na perspectiva social. 1989.

