Percepção do estudante de medicina sobre o preparo para lidar com a morte no cotidiano da graduação/ Perception of the medical student about the preparation to deal with death in the graduation routine
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv6n1-370Keywords:
Medicina do comportamento. Tanatologia. Relação médico-paciente. Formação médica.Abstract
A morte faz parte do cotidiano médico e hospitalar. Portanto, a pesquisa tem como objetivo analisar o perfil dos estudantes de medicina da UEPA e como eles percebem a morte e seu preparo diante dela durante a graduação. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo tipo corte transversal observacional, com abordagem quantitativa. O estudo foi realizado através de um questionário semiestruturado composto de 8 questões e aplicado em 76 alunos do 1º ao 5° do curso de Medicina. Constatou-se que a maioria dos estudantes concordou com a importância de o paciente ter conhecimento sobre a gravidade de sua doença, de respeitar a decisão de não ressuscitação e de que a relação médico-paciente não deve ser aprofundada nos casos terminais. Por outro lado, houve discordância sobre piora ou não do paciente ao saber da gravidade da doença e sobre a necessidade de fé para lidar com a morte. Além disso, sobre o preparo para enfrentar a questão da morte oferecido pela graduação e o reflexo disso sobre a percepção, houve divergências significativas nas quais notou-se que cerca de 47,26 % não concordava total ou parcialmente que estivesse efetivamente preparado. Nesse sentido, é preciso intensificar as discussões sobre a temática da morte no currículo da graduação, que vise abranger os estudantes integralmente e trazendo benefícios sociais, emocionais e psicológicos tanto aos futuros profissionais da sáude como aos pacientes atendidos por eles.
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