Do território ao ciberespaço: uma busca do capital simbólico do indígena Misak
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n11-057Keywords:
cibercultura, indígena Misak, ciberespaço, produtores culturais, capital simbólicoAbstract
Neste artigo discute-se como as representações sobre o capital simbólico da comunidade indígena Misak de Guambía, Cauca, Colômbia, transcende o seu território, na cultura digital (cibercultura). Já se afirmou que esse trânsito se dá sob a perspectiva de olhares não indígenas (produtores culturais). Nesse sentido, o trabalho tem como objetivo analisar a cultura indígena contemporânea Misak, ela mesma, quando se depara com o ciberespaço e as novas tecnologias. Os objetos de análise são textos digitais, produções audiovisuais, fotografias, blogs, mídias digitais, redes sociais, projetos comunitários indígenas desde as TICs e/ou comunicação, permitindo observar quais são os desdobramentos da elaboração do campo simbólico dos Misak, interligados em uma realidade física/virtual. A metodologia é de abordagem qualitativa, netnográfica e a construção teórico-metodológica é semiodiscursivo. Portanto, analisar os imaginários, rasgos identitários, elaborações de si e sua cultura do povo guambiano contemporâneo, no ciberambiente, pode permitir uma visão mais aproximada da percepção desses povos no âmbito da diversidade cultural.
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