Mulheres negras quilombolas: tecendo movimentos de resistência nos espaços educativos/ Kilomboles black women: making movements of resistance in educational areas
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv6n1-311Keywords:
Mulheres Quilombolas, Escola, Feminismo Negro.Abstract
O presente artigo tem como objetivo compreender as práticas de ensino exitosas desenvolvidas por educadoras Negras nas Comunidades Quilombolas Pau Ferrado, no município de Lagoa dos Gatos, Gloria Goita e Onze Negras no Cabo de Santo Agostinho, localizadas em Pernambuco. Adotamos enquanto Abordagem teórica o Feminismo Negro Latino-Americano que parte de dois movimentos: social e epistêmico. O primeiro, advém, de mulheres negras que historicamente tiveram seus modos de ser, de pensar e de produzir conhecimento silenciados e subalternizados pela racionalidade eurocêntrica, mas também lutaram e lutam pela afirmação de suas diferenças. O segundo, diz respeito, a entrada de mulheres negras no espaço acadêmico, sobretudo por considerar que a academia é o local, por excelência, onde a racionalidade branca se perfaz. Por tal, o ingresso de mulheres negras, bem como, de epistemologias consideradas periféricas enegrece o espaço acadêmico ao mesmo tempo que, paulatinamente, quebra os ditames eurocêntricos, afirmando a mulher negra não só enquanto um sujeito epistêmico, mas que a academia é também um lugar que esta mulher pode e deve ocupar. Os resultados apontam que os movimentos de resistências que as educadoras vêm desenvolvendo, contribuem para o fortalecimento da identidade negra das/dos alunas/alunos. Nessa direção, os espaços educativos têm se constituído enquanto lugar de afirmação dos modos de ser, de pensar e produzir conhecimento dessas comunidadesReferences
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