Tratamento de soluções aquosas contendo bisfenol A por eletrocoagulação: avaliação do efeito da variação de pH inicial, corrente aplicada e presença de anodo particulado
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n10-079Keywords:
eletrocoagulação, bisfenol A, eletroflotação, eletrodo de leito fixoAbstract
O bisfenol A é um poluente considerado um disruptor endócrino que pode causar danos extremamente graves à saúde humana e possui elevado nível de consumo, gerando grande preocupação em relação à sua presença nos corpos hídricos. Esse problema gera uma demanda para que se avancem os estudos em sistemas de separação para tratamento de efluentes com bisfenol A. Esse trabalho apresentou um processo de separação desse poluente em soluções aquosas utilizando-se da eletrocoagulação em um reator eletroquímico o qual foi operado sob duas configurações distintas: com a presença de anodo particulado (eletrodo tridimensionais) e somente com eletrodos (catodo e anodo) planares (bidimensionais). Essa técnica utiliza um reator eletroquímico dotado de placas metálicas e, conforme a configuração adotada para o reator, de um anodo particulado (na forma de um leito de partículas não consolidadas) conectado a uma fonte de corrente contínua para que o metal de sacrifício sofra oxidação e gere hidróxidos metálicos que atuam como coagulantes, que irão adsorver as partículas do poluente e possibilitar a posterior separação por decantação, flotação ou centrifugação. Eletrodos planares de ferro e partículas de aço foram utilizados nesse estudo. Os resultados apresentam uma análise de como os parâmetros pH inicial, corrente elétrica aplicada e presença ou ausência de partículas influenciaram na eficiência de remoção do bisfenol A do efluente a ser tratado. O sistema apresentou uma maior eficiência de remoção do poluente em meio ácido e sem a presença de partículas de ferro, com 72,4% de remoção após 45 minutos. O aumento da corrente elétrica não provocou aumento significativo na taxa de remoção de bisfenol A.
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