Análise baropodométrica e estabilométrica de bailarinas clássicas
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n10-010Keywords:
dança, equilíbrio postural, péAbstract
O objetivo deste artigo foi analisar o equilíbrio e a distribuição de carga plantar em bailarinas clássicas. Trata-se de um estudo transversal de natureza quantitativa, com amostragem intencional, realizado com 10 bailarinas de escolas de balé clássico localizadas em Teresina-PI. Utilizou-se uma ficha de coleta de dados elaborada pelos autores, além de exames de baropodometria e estabilometria. Quanto aos resultados, a ocorrência de pisada normal (40%) foi igual à da pisada cava (40%), enquanto 20% da amostra apresentou pisada desemparelhada, sendo um pé plano e o outro cavo. Avaliando o apoio bipodal e comparando situações com olhos abertos e fechados, as participantes demonstraram um aumento estatisticamente significativo (p>0,05) nas variáveis estabilométricas de comprimento do trajeto e velocidade média. No apoio unipodal, observou-se um aumento significativo na superfície de contato e na velocidade média. Na análise dinâmica, em relação ao último contato do pé durante a fase de propulsão da marcha, metade das participantes apresentou maior distribuição de carga na região do hálux. Conclui-se que as bailarinas dependem mais da visão para ajustar o equilíbrio, e que a base de sustentação influencia a oscilação postural, proporcionando maior estabilidade quando ambos os pés estão no solo. A visão é uma importante fonte de informação sensorial para manter a estabilidade durante a prática do balé. A repetitividade dos movimentos, o tempo prolongado de exposição às sobrecargas impostas nas estruturas de sustentação, a posição constante na ponta dos pés e o uso de sapatilhas, levam as bailarinas a apresentar um pé mais cavo e maior distribuição de carga na região do hálux, o que pode ser uma estratégia para responder à instabilidade postural e permitir um controle mais eficaz do equilíbrio na prática do balé clássico.
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