Avaliação do rastreamento do câncer de mama no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n9-116Keywords:
câncer de mama, pesquisa nacional de saúde, rastreamentoAbstract
No Brasil, para 2023, estima-se 73.610 novos casos de câncer de mama. Sendo a principal neoplasia nas mulheres, com importante magnitude devido as taxas incidência e mortalidade. OAv objetivo do estudo foi avaliar o rastreamento de câncer de mama, bem como perfil sociodemográfico das mulheres que realizam o exame de mamografia. A partir de dados coletados na Pesquisa Nacional de Saúde 2019, foi calculada a proporção de mulheres, entre 40 e 69 anos, que fizeram ou não o exame de mamografia no Brasil até 2019. Utilizou-se o teste qui quadrado para avaliar a associação entre a realização de mamografia e as demais variáveis de estudo. As mulheres que deixam de realizar o exame de têm como características: ser do Norte ou Nordeste (77,6% e 72,9%), idade entre 40 e 44 anos (79,9%), negras (71,9%), menor grau de escolaridade (76,7%), sem plano de saúde (73,3%), peso normal (36%), tabagistas e etilistas 43,9% e 36,6%, respectivamente. Além disso, também, menstruaram após os 12 anos (34,4%), nunca utilizaram pílula anticoncepcional e contraceptivo injetável (70,7 e 70,1, respectivamente) e já utilizaram TRH (78,3%). Conclui-se que fatores sociodemográficos e de hábitos de vida impactam diretamente no acesso ao exame e conhecimento sobre sua importância no diagnóstico precoce do câncer de mama no Brasil.
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