Estudo de tendências da mortalidade neonatal no estado do Rio de Janeiro de 2010 a 2019
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n7-124Keywords:
mortalidade neonatal, Sífilis Congênita, Rio de Janeiro, prematuridadeAbstract
Esse trabalho tem como objetivo identificar as principais causas de óbitos neonatais e sua correlação com a idade gestacional no estado do Rio de Janeiro no período de 2010 a 2019, a fim de que se elucide possíveis explicações para a ocorrência dessa problemática no local em questão. As informações foram obtidas por meio do banco de dados, o DATASUS, a cerca de nove municípios no Rio de Janeiro, considerando como ponto de corte 300 mil habitantes, sendo selecionado os 10 primeiros CIDS responsáveis pelos óbitos neonatais. O estudo demonstra uma tendência nos últimos anos de aumento de sífilis congênita, sendo uma das principais causas de óbitos neonatais na maioria dos municípios estudados. Foi demonstrado uma prevalência da taxa de mortalidade neonatal no estado do Rio de Janeiro entre 32 a 36 semanas de gestação. Foi evidenciado uma discrepância entre Belford Roxo e os outros municípios estudados, visto que não possui notificações de óbitos neonatais por sífilis congênita, além de ser o único município a ter uma prevalência de óbitos neonatais de 37 a 41 semanas. Por fim, suspeita-se que as dificuldades econômicas enfrentadas pelos municípios de menor PIB impactam na mortalidade neonatal no estado do Rio de Janeiro, sendo imprescindível novos estudos acerca do tema.
References
CAMPOS, T. P.; CARVALHO, M. S.; BARCELLOS, C. C. Mortalidade infantil no Rio de Janeiro, Brasil: áreas de risco e trajetória dos pacientes até os serviços de saúde. Revista Panamericana de Salud Pública, v. 8, n. 3, p. 164-171, 2000.
CASTRO, R. E. V. Análise dos fatores de risco para mortalidade neonatal no Brasil. Portal PEBMED, Pediatria, jul. 2019. Disponível em: <https://pebmed.com.br/analise-dos-fatores-de-risco-para-mortalidade-neonatal-no-brasil/?utm_source=artigoportal&utm_medium=copytext>. Acesso em 21 out. 2022.
COSTA, N. M.; et al. Fatores associados da hipóxia intrauterina e asfixia neonatal nos óbitos fetais. Jornada Acadêmica de Medicina (JAMED), Jataí-GO, 2019. Disponível em: <https://www.doity.com.br/anais/iiijamed/trabalho/86859>. Acesso em 18 jul. 2022.
DATASUS. Ministério da Saúde. Disponível em <http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sinasc/cnv/nvuf.def>. Acesso em abr. 2021.
DEMITTO, M.O., GRAVENA, A.A.F., DELL’AGNOLO ,C.M., ANTUNES, M.B., PELLOSO, S.M. High risk pregnancies and factors associated with neonatal death. Rev Esc Enferm USP, v. 51:e03208, 2017.
DIAS, B.A.S.; LEAL, M.C.; et al. Prematuridade recorrente: dados do estudo “Nascer no Brasil”. Revista de Saúde Pública, v. 56, n. 7, mar. 2022. Disponível em <https://scielosp.org/pdf/rsp/2022.v56/7/pt>. Acesso em jul. 2022.
DOMINGUES, R. M. S. M. D.; LEAL, M. C. Incidência de sífilis congênita e fatores associados à transmissão vertical da sífilis: dados do estudo Nascer no Brasil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 32, n. 6, jun. 2016. Disponível em <https://www.scielo.br/j/csp/a/nH9v3WzrWR5p8G5BLTNmtck/?lang=pt&format=pdf>. Acesso em jul. 2022.
FRANÇA, K.E.X. et al. Near miss neonatal precoce em hospital universitário: estudo transversal comparativo. Rev Paul Pediatr, v. 39:e2019317, 2020.
FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Taxa de bebês prematuros no país é quase o dobro do que em países da Europa, dez. 2016. Disponível em <https://portal.fiocruz.br/noticia/taxa-de-bebes-prematuros-no-pais-e-quase-o-dobro-do-que-em-paises-da-europa>. Acesso em abr. 2021.
GOVERNO DO BRASIL. Novembro Roxo: Data marca importância do cuidado com o prematuro. Disponível em <https://www.gov.br/pt-br/noticias/saude-e-vigilancia-sanitaria/2020/11/data-marca-importancia-do-cuidado-com-o-prematuro>. Acesso em abr. 2021.
HACKBARTH, B.; et al. Suscetibilidade à prematuridade: investigação de fatores comportamentais, genéticos, médicos e sociodemográficos. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, vol. 37, n. 8, p. 353-8, 2015.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Cidades e Estados. Disponível em <https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/rj/>. Acesso em 03 dez. 2021.
LANSKY, S.; FRICHE, A. A. L.; SILVA, A. A. N.; et al. Pesquisa Nascer no Brasil: perfil da mortalidade neonatal e avaliação da assistência à gestante e ao recém-nascido. Caderno de Saúde Pública, 2014; 30 (Supl. 1):S192-S207.
LEAL, M.C. et al. Saúde reprodutiva, materna, neonatal e infantil nos 30 anos do Sistema Único de Saúde (SUS); Ciência & Saúde Coletiva, 23(6):1915-1928, 2018.
LISBOA, L., ABREU, D.M.X., LANA, A.M.Q. Mortalidade infantil: principais causas evitáveis na região Centro de Minas Gerais, 1999-2011 Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, 24(4):711-720, out-dez 2015.
MEDRONHO, R. et al. Epidemiologia. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2009.
MENEZES, I. L.; et al. Sífilis Adquirida no Brasil: Análise retrospectiva de uma década (2010 a 2020). Research, Society and Development, v. 10, n. 6, e17610611180, mai. 2021.
ROSA, M.L.; HORTALE, V. A. Óbitos perinatais evitáveis e ambiente externo ao sistema de assistência: estudo de caso em município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, vol. 18, n. 3, p.623-631, 2002.
SALOIO, C.A.; et al. Magnitude e determinantes da mortalidade neonatal e pós-neonatal em Goiânia, Goiás: um estudo de coorte retrospectivo, 2012. Revista Epidemiologia e Serviços de Saúde, Brasília, v. 29, n. 5, e2020132, 2020.
SCHRAMM, J. M. A.; SZWARCWALD, C. L. Diferenciais nas taxas de mortalidade neonatal e natimortalidade hospitalares no Brasil: um estudo com base no Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS). Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 16, n. 4, p.1031-1040, out-dez, 2000.
SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE. Ministério da Saúde. Manual de Assistência ao Recém-Nascido, Brasília (DF), 1994. Disponível em <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/0104manual_assistencia.pdf>. Acesso em jul. 2022.
SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE. Ministério da Saúde. Manual técnico de gestação de alto risco, Brasília (DF), 5ª ed., 2010. Disponível em <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/gestacao_alto_risco.pdf>. Acesso em jul. 2022.
SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE. Ministério da Saúde. Manual de Vigilância do Óbito Infantil e Fetal e do Comitê de Prevenção do Óbito Infantil e Fetal, Brasília, 2ª ed, 2009. Disponível em <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_obito_infantil_fetal_2ed.pdf>. Acesso em ago. 2022.
SILVA, E. M. P.; SANCHEZ, M. E. T. L.; FERREIRA, A. L. C.; LUCENA, K. N. C.; OLIVEIRA, K. R. V.; SANTOS, A. A. P. Impacto da implantação da Rede Cegonha nos óbitos neonatais. Revista de Enfermagem UFPE On Line 2019; 13(5):1317-1326.
WHO. Survive and thrive: transforming care for every small and sick newborn. Geneva: 2019. Disponível em <https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/326495/9789241515887-eng.pdf?ua=1> Acesso em 22 abr. 2021.

