A proteção de dados pessoais como um direito fundamental e universal

Authors

  • Abian Mendes Laginestra
  • Nilton Lopes da Silva Gomes

DOI:

https://doi.org/10.34117/bjdv9n7-048

Keywords:

Brasil, privacidade de dados, cibersegurança, tecnologia

Abstract

Este trabalho tem como objetivo compreender como a privacidade de dados desponta como um direito básico inquestionável em uma sociedade globalizada e digital, demonstrando seus instrumentos jurídicos no Brasil em alinhamento a uma nova ordem mundial de respeito e inclusão digital. Para tanto, utilizou-se o método de análise qualitativo para interpretar os dados a despeito da temática em questão, contidos nos documentos oficiais do Estado brasileiro (E-Ciber e Legislações brasileiras). Por outro lado, trata-se de um estudo de caso exploratório e descritivo. A Constituição Federal garante o direito fundamental e universal dos dados na medida em que coloca em xeque a dignidade humana, por outro lado, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e E-Ciber resulta como avanço estratégico para das produções legais impactando de forma regulado a proteção de dados pessoais e culminando como conclusão que a privacidade de dados do cidadão comum configura um novo direito básico universal e que tem sido a preocupação dos novos movimentos em prol de um mundo mais alinhando as necessidades do ser humano digital e digitalizado.

References

BENDIEK, A. The EU as a Force for Peace in International Cyber Diplomacy, Stiftung Wissenschaft und Politik. Abril de 2018.

BRASIL. Decreto 9.637 de 26 de dezembro de 2018. Institui a Política Nacional de Segurança da Informação. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/decreto/D9637.htm>. Acesso em 03 nov. de 2021.

BRASIL, Exército brasileiro. Plano Estratégico do Exército 2020-2023. <http://www.ceadex.eb.mil.br/images/legislacao/XI/plano_estrategico_do_exercito_2020-2023.pdf .>. Acesso em 03 nov. de 2021.

BRASIL, gov.br. Estratégia Nacional de Defesa. Disponível em: <https://www.gov.br/capes/pt-br/centrais-de-conteudo/estrategia-nacional-de-defesa-pdf >. Acesso em 03 nov. de 2021.

BRASIL, Imprensa Nacional. Resolução GSI/PR nº 7, de 20 de agosto de 2020. Dispõe sobre os Grupos Técnicos da Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Conselho do Governo. Disponível em: <https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-gsi/pr-n-7-de-20-de-agosto-de-2020-273467871>. Acesso em 04 nov. de 2021.

BRASIL, Ministério da Defesa. Política Nacional de Defesa e Estratégia Nacional de Defesa. Brasília: Ministério da Defesa, 2012. Disponível em: https://www.defesa.gov.br/arquivos/estado_e_defesa/END-PND_Optimized.pdf.>. Acesso em: 15 out. de 2021.

BRASIL, Ministério da Defesa. Portaria normativa nº9/GAP/MD, de 13 de janeiro de 2016. Aprova o Glossário das Forças Armadas – MD35-G-01 (5ª edição/2015). Brasília: 2015a. Disponível em: http://bdex.eb.mil.br/jspui/bitstream/123456789/141/1/MD35_G01.pdf.>. Acesso em: 15 out. 2021.

BRASIL, Ministério da Defesa. Diretriz Ministerial 0014/2009. Integração e Coordenação dos Setores Estratégicos de Defesa. Disponível em: < https://www.gov.br/defesa/pt-br/arquivos/File/legislacao/emcfa/portarias/0014a_2009.pdf>. Acesso em 03 nov. de 2021.

BRASIL, Planalto. Decreto nº 10.569, de 9 de dezembro de 2020. Aprova a Estratégia Nacional de Segurança de Infraestruturas Críticas. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/decreto/D10569.htm>. Acesso em 04 nov. de 2021.

BRASS, Irina; CARR, Madeline; TANCZER, Leonie Maria. CSIRTs and Global Cybersecurity: How Technical Experts Support Science Diplomacy. 29 novembro 2018. Disponível em: <https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/1758-5899.12625>. Acesso em nov. 2021.

BROWN, Chris; ECKERSLEY, Robyn. The Oxford Handbook of International Political Theory. Disponível em <https://books.google.com.br/books?hl=ptBR&lr=&id=02lNDwAAQBAJ&oi=fnd&pg=PA259&dq=international+perspectives+cyber+warfare&ots=Et2h_iwMsB&sig=0pYVI0gUUxtrYjFSkIEPhLX4TE#v=onepage&q=international%20perspectives%20cyber%20warfare&f=false>. Acesso em nov. 2021.

BURTON, Joe. Cyber Deterrence: A Comprehensive Approach? NATO Cooperative Cyber Defence Centre of Excellence (CCD COE) Senior Lecturer, New Zealand Institute for Security and Crime Science, University of Waikato. Disponível em <https://www.academia.edu/36621985/Cyber_Deterrence_A_Comprehensive_Approach?pls=RWLSgjZjjY>. Acesso em nov. 2021.

CORREIO BRAZILIENSE. Brasil sobe 53 posições no mundial de cibersegurança da ONU. Disponível em <https://www.correiobraziliense.com.br/tecnologia/2021/07/4935247-brasil-sobe-53-posicoes-no-ranking-mundial-de-ciberseguranca-da-onu.html>. Acesso em set. 2021.

DRASAR, Martin; KOTT, Alexander; LEBLANC, Benoît; MANCINI, Luigi; PIHELGAS, Mauno; RZADCA, Krysztof; THERON, Paul. Towards an active, autonomous and intelligent cyber defense of military systems: The NATO AICA reference architecture. Disponível em: <https://ieeexplore.ieee.org/abstract/document/8398730/authors#authors>. Acesso em nov. 2021.

EGLOFF, Florian J. (2020). Contested public attributions of cyberincidents and the role of academia, Contemporary Security Policy, 41:1, 55-81, DOI: 10.1080/13523260.2019.1677324.

EPEX ESCRITÓRIO DE PROJETOS DO EXÉRCITO BRASILEIRO. Programa Defesa Cibernética. Disponível em <http://www.epex.eb.mil.br/index.php/defesa-cibernetica >. Acesso em 03 nov. de 2021.

GRASSI, Jéssica Maria; PINTO, Danielle Jacon Ayres. Guerra cibernética, ameaças às infraestruturas críticas e a defesa cibernética do Brasil. Rev. Bras. Est. Def. v. 7, nº 2, jul./dez. 2020, p. 103-131.

IC3. 2020 Internet Crime Report. Disponível em <https://www.ic3.gov/Media/PDF/AnnualReport/2020_IC3Report.pdf>. Acesso em 25 out. de 2021.

ISH. A chave para contenção de ataques é a velocidade do tempo de resposta a ameaças. Disponível em: https://ish.com.br/blog/a-velocidade-do-tempo-de-resposta-a-ameacas/ >. Acesso em 03 nov. de 2021.

JUSBRASIL. Decreto 10.569, de 9 de dezembro de 2020. Aprova a Estratégia Nacional de Infraestruturas Críticas. Disponível em: <https://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/1145947940/decreto-10569-20>. Acesso em 04 nov. de 2021.

LOBATO, Luisa; KENKEL, Kai Michael. A Ciberguerra É Moderna! Uma Investigação sobre a Relação entre Tecnologia e Modernização na Guerra. CONTEXTO INTERNACIONAL Rio de Janeiro, vol. 37, no 2, maio/agosto 2015, p. 629-660.

NOOMIES. Brasil ganha 53 posições em ranking global de cibersegurança. Disponível em: . Acesso em 03 nov. 2021.

NYE JR., Joseph S. Deterrence and Dissuasion in Cyberspace, International Security, Vol. 41, 2017.

ORMROD, David; TURNBULL, Benjamin (2016) The cyber conceptual framework for developing military doctrine, Defence Studies, 16:3, 270-298, DOI: 10.1080/14702436.2016.1187568

RENARD, T. 'EU cyber partnerships: assessing the EU strategic partnerships with third countries in the cyber domain', European Politics and Society. Janeiro de 2018.

STATISTA. Number of Internet of Things (IoT) connected devices worldwide from 2019 to 2030. Disponível em: <https://www.statista.com/statistics/1183457/iot-connected-devices-worldwide/>. Acesso em 03 nov. de 2021.

STATISTA. Global Digital Population as of july 2019 (in millions). Disponível em: <https://www.statista.com/statistics/617136/digital-population-worldwide/>. Acesso em set. de 2021.

WYMAN, Oliver. Cyber risk literacy and education index. Disponível em: <https://www.oliverwymanforum.com/cyber-risk/cyber-risk-literacy-education-index.html>. Acesso em 20 set. 2021.

WORLD ECONOMIC OUTLOOK REPORTS. International Monetary Fund. Disponível em <https://www.imf.org/en/Publications/WEO/Issues/2019/03/28/world-economic-outlook-april-2019>. Acesso em 03 nov. de 2021.

Published

2023-07-13

How to Cite

Laginestra, A. M., & Gomes, N. L. da S. (2023). A proteção de dados pessoais como um direito fundamental e universal. Brazilian Journal of Development, 9(7), 21890–21904. https://doi.org/10.34117/bjdv9n7-048

Issue

Section

Original Papers