A formação em saúde mental e a cultura do cuidado em liberdade: reflexões a partir da extensão universitária
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n6-053Keywords:
saúde mental, cuidado, ensino superior, atenção psicossocial, centro de atenção psicossocialAbstract
A Extensão Universitária promove a interação transformadora entre Universidade e setores da sociedade. No campo da saúde mental, o cuidado em liberdade, princípio central da atenção psicossocial no Brasil, implica a construção de uma cultura de cuidado voltada para a autonomia e a cidadania. Para isso, torna-se fundamental que a formação dos profissionais de saúde permita compreender as nuances e complexidades dessa cultura do cuidado em liberdade. A partir de uma experiência foi proposta a reflexão sobre a potência da extensão universitária para alcançar essa formação. O projeto Oficina de Cuidados, da UFMG, tem como base o modo psicossocial e a lógica do cuidado em liberdade e territorializado. Por meio de oficinas terapêuticas, temas centrados no cuidado de si, protagonismo e subjetividade são problematizados. No contexto da pandemia, o diálogo virtual permitiu ações que pudessem alcançar os usuários de um Centro de Atenção Psicossocial. Essa experiência proporcionou reflexões sobre os seguintes temas: 1. A formação de graduação e a perspectiva do cuidado em liberdade. 2. Extensão universitária: indissociabilidade ensino-pesquisa-extensão. Por fim, a extensão universitária, no campo da saúde mental, dialoga além do currículo e expõe a realidade cotidiana da sociedade. Por tudo isso, torna-se uma oportunidade privilegiada de formação de estudantes de graduação em saúde na lógica do cuidado em liberdade. Verificou-se, nessa experiência, que a extensão se configura como espaço de aprendizado contínuo, com protagonismo dos estudantes nesse contexto de articulação e construção de saberes, no qual a interdisciplinaridade e intersetorialidade são centrais.
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