Avaliação da prevalência e da técnica da utilização de medicação inalatória em pacientes internados em um hospital universitário em Belo Horizonte
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n6-017Keywords:
asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, inaladores dosimetradosAbstract
Introdução: A asma e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) são doenças respiratórias obstrutivas crônicas relacionadas a diferentes processos inflamatórios do trato respiratório. Medicações utilizadas para o manejo dessas doenças são inalatórias e a eficácia do tratamento vai além da formulação e da escolha da medicação correta, dependendo também da correta execução da técnica inalatória. Objetivo: Avaliar prevalência do uso correto da técnica nos pacientes com asma e/ou com DPOC hospitalizados em um hospital universitário durante o período compreendido entre Dezembro de 2022 e Fevereiro de 2023. Método:Trata-se de um estudo observacional, de caráter transversal, a partir de uma entrevista, análise de prontuário e avaliação da técnica do uso da medicação. Serão incluídos pacientes asmáticos e/ou com DPOC de todas as idades e de ambos os sexos com indicação de uso contínuo da medicação inalatória internados na enfermaria de Pneumologia de um hospital universitário. Resultados: A amostra foi composta por 25 pacientes com diagnóstico de DPOC ou asma, com média de idade de 67 anos, sendo 48% do sexo feminino e 20% com diagnóstico de asma, sendo que apenas 1 paciente apresentava diagnóstico de asma sem DPOC associado. Os erros mais comuns entre os pacientes foi a falta de manutenção de CPT<10s após a inalação e não expirar previamente ao uso do dispositivo. A pontuação média dos pacientes avaliados para o escores de IP e IPo, foram respectivamente 2,04 e 3,57. O estudo realizado possibilitou a avaliação dos pacientes que fazem uso incorreto de medicamentos inalatórios enquanto internados. Além disso, o estudo observou as maiores dificuldades encontradas pelos pacientes no uso desses dispositivos, possibilitando sua correção durante a internação. Conclusão: Torna-se imperioso a educação dos pacientes, pelos profissionais da saúde, sobre a técnica adequada e monitoração do uso adequado, o que impacta diretamente no prognóstico das enfermidades.
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