Fatores desencadeantes da Síndrome de Burnout nos acadêmicos de medicina de uma Instituição de Ensino Superior do Município de Palmas, Tocantins
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n5-264Keywords:
Síndrome de Burnout, medicina, qualidade de vidaAbstract
Introdução: determinada pelo desgaste excessivo de energia, irritabilidade, aborrecimento, sintomas depressivos, inter alia, a Síndrome de Burnout atingiu não somente as categorias profissionais, mas também discentes dos cursos de ensino superior, dentre estes estão principalmente aqueles que cursam graduações na área da saúde, provavelmente por serem cursos de turnos integrais com maior sobrecarga de horas-aulas. Neste ínterim a decisão de tornar-se médico é acompanhada certamente por situações que, muitas vezes, comprometem a ideia de bem-estar multidimensional, vinculado a isso esta a extensa carga horária de aulas e estudos, compreendendo os três turnos do dia, abdicação de lazer e vida social, diminuição do vínculo familiar, autocobrança em ser bom aluno, bom profissional, sensação de necessidade de suprir as expectativas alheias e assim, a dificuldade em correlacionar essas áreas da vida, deixam de ser vistas como um campo sintomático isolado de angústia e frustração para uma Síndrome, como evidenciado no Burnout. Objetivo: identificar os principais fatores responsáveis pelo desenvolvimento da Síndrome de Burnout nos acadêmicos do 1º ao 11º períodos de medicina de uma Instituição de Ensino Superior do Município de Palmas-TO. Materiais e métodos: o presente trabalho fundamentou-se em um estudo descritivo e de natureza quantitativa, por meio da aplicação de questionário contendo questões objetivas e subjetivas aplicado em plaforma on-line, a qual teve como rede de divulgação escolhida para veiculação o WhatsApp, foram enviados aos grupos que continham os alunos do 1º ao 11º períodos de medicina de uma Instituição de Ensino Superior do Município de Palmas-TO. O período de aplicação do questionário foi de agosto de 2022 a abril de 2023. Validado pelo Comitê de Ética e Pesquisa, sob nº CAAE: 64563722.1.0000.001. A amostra total era de 970 acadêmicos, após aplicado os cirtérios de inclusão e exclusão se deu uma amostra final de 64 participantes. O questionário continha treze questões e a análise foi feita pela interface dashboard. Resultados: 62,5% da amostra tinham entre 18 e 23 anos, apenas 2% possuiam mais de 40 anos. Destes 66% eram do sexo feminino, apenas 6% possuem bolsa (prouni ou fies). 67% afirmam que nunca tiveram Síndrome de Burnout, mas 45% já necessitou de ajuda psiquiátrica durante a faculdade. 31% já fez uso de algum medicamento para transtorno mental e 19% refere ter feito uso, mas que no momento não utiliza mais. Quando questionados sobre a carga horária de estudo fora as aulas em sala de aula, 36% respondem estudar mais de oito horas por dia. Sendo que 27% já fez uso de psicoestimulantes e 5% pretende fazer uso para alterar a qualidade dos estudos. 33% acreditam que o sexto período, período em que se começa o ciclo clínico, ser o mais difícil. Conclusão: com este trabalho não se pode inferir que os alunos desta Intituição de Ensino Superior de Palmas, Tocantins, tem de fato diagnóstico para a Síndrome de Burnout, entretando com a pesquisa identificou-se por meio de queixas e relatos dos alunos nas respostas do questionário que existem fatores que predisponentes e desencadeantes para tal transtorno. Fica evidente que a sobrecarga de horas de estudos é a principal queixa, seguida do extenso conteúdo e das provas avaliativas, dentro destas pricipalmente as práticas e orais.
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MARCELLA LIMA DE AZEREDO. INCIDÊNCIA DA SÍNDROME DE BURNOUT EM ACADÊMICOS DE MEDICINA DO INSTITUTO TOCANTINENSE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS PORTO NACIONAL. TCC. 2019.

