Ultrassonografia no rastreio da restrição do crescimento fetal: um “padrão ouro” de baixo custo
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n5-182Keywords:
ultrassom, triagem, restrição do crescimento fetalAbstract
Introdução: A restrição do crescimento fetal (RCF), também conhecida como restrição do crescimento intrauterino (RCIU) refere-se à incapacidade do feto de atingir seu potencial de crescimento adequado no útero devido a várias razões adversas. O crescimento fetal anormal está associado com risco aumentado de mortalidade e morbidade perinatal e desfecho neonatal adverso em longo termo. Os avanços nas técnicas de monitoramento fetal, possibilitaram uma melhor avaliação fetal e, consequentemente, uma melhor compreensão da história natural dessa condição. Dessa forma, o presente estudo buscou avaliar a importância do uso da ultrassonografia como método de rastreio e diagnostico da restrição do crescimento fetal (RCF). Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, com informações retiradas da base de dados Medline (via Pubmed). Utilizou-se os descritores e termos livre: “Ultrasound”, “Screening”, “Fetal growth restriction” com o auxílio do operador booleano AND. Aplicou-se, ainda, o filtro de artigos publicados durantes os anos de 2020-2023, sem mais restrições. Resultados e Discussão: A RCF é definida como a falha em atingir o potencial de crescimento do feto, causada por um processo patológico, mais comumente insuficiência placentária. O diagnóstico pode ser feito por meio do exame físico, da medida da altura de fundo ou da ultrassonografia, sendo a ultrassonografia o método mais preciso para o diagnóstico da RCF. A avaliação da suspeita de RCF geralmente se inicia quando se observa que o tamanho fetal estimado está abaixo de um limiar definido de normalidade para a idade gestacional, denominado pequeno para a idade gestacional (PIG), ou quando se observa um declínio no percentil de crescimento. Conclusão: A restrição de crescimento fetal continua sendo um problema obstétrico complexo associado a um risco aumentado de desfechos perinatais adversos. Assim, o diagnóstico e a intervenção precoces são essenciais para alcançar um melhor prognóstico, o que ressalta a importância de exames ultrassonográficos precisos.
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