A prevalência da Esofagite Eosinofílica no Brasil – uma revisão de literatura
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n5-157Keywords:
esofagite eosinofílica, etiopatogenia, prevalência, incidência, BrasilAbstract
OBJETIVO: O presente artigo tem como objetivo revisar dados da literatura sobre o tema Esofagite Eosinofílica (EE), visando, por meio de conceitos atualizados, ampliar o conhecimento da doença através de seus aspectos etiológicos e fisiopatológicos, bem como discutir sua incidência e prevalência no Brasil. MÉTODOS: Trata-se de uma revisão sistemática de literatura, na modalidade exploratória. Os trabalhos encontrados foram submetidos, de forma integral, a uma análise crítica que discutiam a história natural da Esofagite Eosinofílica, suas etiologias, fisiopatologia e manifestações clínicas além de sua incidência e prevalência no Brasil. RESULTADOS: A partir das bases de dados Scielo, PubMed, Medline e BVS, foram identificados 26 estudos para a composição desta revisão de literatura, dos quais 17 foram incluídos para sua versão definitiva. CONCLUSÃO: A Esofagite Eosinofílica é uma doença em plena ascensão no Brasil, notoriamente subnotificada e que apresenta grande impacto na vida diária da comunidade. A partir de uma interação entre antígenos e o epitélio esofágico são desencadeados sintomas como a disfagia crônica, impactação alimentar e vômitos. Verificou-se ainda uma associação entre indivíduos atópicos e o maior desenvolvimento de Esofagite Eosinofílica. Por fim, a formulação de novas pesquisas sistemáticas e metanálises se fazem necessárias para promover um maior conhecimento da Esofagite Eosinofílica, a fim de subsidiar o arcabouço propedêutico dos médicos generalistas, sobretudo na atenção primária.
References
STROZZI, DANIEL, ET AL. “Frequency of Esophageal Eosinophilia in a Pediatric Population from Central Brazil.” Sci Rep, 2018, p. 5000–5000. pesquisa.bvsalud.org, https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5864840.
khokhar, dilawar, et al. “Eosinophilic Esophagitis: Immune Mechanisms and Therapeutic Targets”. Clinical & Experimental Allergy, vol. 52, no 10, outubro de 2022, p. 1142–56. DOI.org (Crossref), https://doi.org/10.1111/cea.14196.
SURDEA-BLAGA, TEODORA, ET AL. “Eosinophilic Esophagitis: Diagnosis and Current Management”. Journal of Gastrointestinal and Liver Diseases, vol. 29, no 1, março de 2020, p. 85–97. www.jgld.ro, https://doi.org/10.15403/jgld-768.
GONSALVES, NIRMALA P., E SEEMA S. ACEVES. “Diagnosis and Treatment of Eosinophilic Esophagitis”. Journal of Allergy and Clinical Immunology, vol. 145, no 1, janeiro de 2020, p. 1–7. www.jacionline.org, https://doi.org/10.1016/j.jaci.2019.11.011.
BIEDERMANN, LUC, ET AL. “Eosinophilic esophagitis—established facts and new horizons”. Seminars in Immunopathology, vol. 43, no 3, 2021, p. 319–35. PubMed Central, https://doi.org/10.1007/s00281-021-00855-y.
ZHERNOV, YURY V., ET AL. “Molecular Mechanisms of Eosinophilic Esophagitis”. International Journal of Molecular Sciences, vol. 22, no 24, dezembro de 2021, p. 13183. PubMed Central, https://doi.org/10.3390/ijms222413183.
PATEL, RONAK V., ET AL. “Eosinophilic Esophagitis: Etiology and Therapy”. Annual Review of Medicine, vol. 72, no 1, janeiro de 2021, p. 183–97. DOI.org (Crossref), https://doi.org/10.1146/annurev-med-052819-023848.
GRATACÓS GÓMEZ, AR, E E. GÓMEZ TORRIJOS. “Eosinophilic Esophagitis due to Aeroallergens: A Systematic Review and Update”. Journal of Investigational Allergology and Clinical Immunology, vol. 32, no 6, dezembro de 2022, p. 438–50. DOI.org (Crossref), https://doi.org/10.18176/jiaci.0853.
SPERGEL, JONATHAN, E SEEMA S. ACEVES. “Allergic Components of Eosinophilic Esophagitis”. The Journal of allergy and clinical immunology, vol. 142, no 1, julho de 2018, p. 1–8. PubMed Central, https://doi.org/10.1016/j.jaci.2018.05.001.
KINOSHITA, YOSHIKAZU, ET AL. “Recent Progress in the Research of Eosinophilic Esophagitis and Gastroenteritis”. Digestion, vol. 93, no 1, 2016, p. 7–12. www.karger.com, https://doi.org/10.1159/000441668.
AGNOL, LETÍCIA DALL, ET AL. “Esofagite eosinofílica: uma revisão narrativa”. Arq. Asma, Alerg. Imunol, 2021, p. 135–41. pesquisa.bvsalud.org, http://aaai-asbai.org.br/bjai/detalhe_artigo.asp?id=1176.
CHEHADE, MIRNA. “In time: Eosinophilic esophagitis: when to suspect it and how to diagnose it in children and adolescents”. Revista Paulista de Pediatria, vol. 34, no 4, 2016, p. 395–96. PubMed Central, https://doi.org/10.1016/j.rppede.2016.07.001.
REGIS, GABRIEL CORBETTA, ET AL. “Esofagite eosinofílica - estudo de uma série de casos em adultos”. GED gastroenterol. endosc. dig, 2011, p. 103–09. pesquisa.bvsalud.org, http://files.bvs.br/upload/S/0101-7772/2011/v30n3/a2938.pdf.
BARROS PALMER, C. FERREIRA TARGA, C. VIEIRA, M. “Esofagite Eosinofílica”. In: Departamento Científico de Gastroenterologia. Guia Prático de Atualização V. 3, 2018.
MACEDO, KELLY VANDERLEI, ET AL. “Uso da dieta de eliminação no tratamento de Esofagite Eosinofílica: uma revisão de literatura”. Research, Society and Development, vol. 10, no 13, outubro de 2021, p. e588101321552. DOI.org (Crossref), https://doi.org/10.33448/rsd-v10i13.21552.
FERREIRA, CRISTINA TARGA, ET AL. “Esofagite eosinofílica em 29 pacientes pediátricos”. Arquivos de Gastroenterologia, vol. 45, no 2, junho de 2008, p. 141–46. DOI.org (Crossref), https://doi.org/10.1590/S0004-28032008000200010.
CHEHADE, MIRNA. “Em tempo: Esofagite eosinofílica: quando suspeitar e como diagnosticá‐la em criançase adolescentes”. Revista Paulista de Pediatria, agosto de 2016, p. S0103058216300582. DOI.org (Crossref), https://doi.org/10.1016/j.rpped.2016.07.002.

