Dermatomiosite juvenil: epidemiologia, manifestações clínicas e manejo terapêutico
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n5-140Keywords:
Dermatomiosite Juvenil, miosite, tratamentoAbstract
A miopatia inflamatória autoimune que acomete predominantemente indivíduos jovens é denominada dermatomiosite juvenil (DMJ). A patogênese da doença é complexa e multifatorial, e envolve fatores genéticos e ambientais e sua etiologia exata permanece desconhecida, mas acredita-se que seja uma doença autoimune mediada por linfócitos T. Essa enfermidade apresenta como sintomas fraqueza muscular proximal e manifestações cutâneas, como o exantema eritematoso, pápulas de Gottron e edema periorbital. O tratamento da DMJ baseia-se em terapia imunossupressora e corticosteróides. Outros medicamentos imunomoduladores, como metotrexato, azatioprina e ciclosporina, podem ser utilizados como terapia adjuvante. A reabilitação física é fundamental para o manejo da miopatia e prevenção de deformidades musculoesqueléticas. O diagnóstico é realizado por meio de exames clínicos, laboratoriais e histopatológicos. Entre esses estão: dosagens de creatina quinase, aldolase, anticorpos antinucleares e antimelanina. A biópsia muscular é útil para confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade da inflamação. A patologia da DMJ é potencialmente grave, podendo causar complicações como disfunção respiratória e arritmia cardíaca. O prognóstico é variável, sendo que alguns pacientes podem apresentar remissão completa da miopatia após o tratamento, enquanto outros podem desenvolver sequelas permanentes. O acompanhamento clínico regular e o manejo adequado são essenciais para o controle da miopatia e melhora da qualidade de vida dos pacientes.
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