Intoxicação por Bufotoxina em cães: quadro clínico, epidemiologia e aspectos terapêuticos no atendimento emergencial veterinário
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n5-136Keywords:
anuros, cão, toxina, sapoAbstract
Acidentes com anuros contribuem para a casuística de emergências do cão doméstico e demandam conhecimento do médico veterinário. Objetiva-se nesse artigo discorrer sobre a intoxicação por bufotoxina através do relato de caso de um canino intoxicado. Um canino, macho, 2 anos, em estupor após contato com um anfíbio do gênero Bufo foi atendido em um Hospital Veterinário. Apresentava bradipneia, bradicardia, hipotensão, nistagmo horizontal, sialorreia e mucosas pálidas. Paciente recebeu 0,044 mg/kg de sulfato de atropina via intravenosa (IV), oxigenioterapia e foram monitorados os parâmetros vitais. A cavidade oral foi lavada com água e administrou-se carvão ativado. Averiguou-se fibrilação no eletrocardiograma. Foi realizado lidocaína 2 mg/kg em bolus IV e aplicado dexametasona intramuscular em dose única de 0,5 mg/kg. O manejo da pressão arterial foi realizado através de fluidoterapia com ringer com lactato 10 ml/kg em 15 minutos. O paciente apresentava choque anafilático. A bradicardia justificou o sulfato de atropina e a lidocaína foi essencial para a normalização do ritmo cardíaco. Além disso, a fluidoterapia proporcionou normoesfigmia e a lavagem oral com água e o carvão ativado auxiliaram na redução da absorção da toxina. Obteve-se a resolução do quadro clínico em 3 horas. A sintomatologia é explicada pela ação das aminas biogênicas e os esteroides contidos nos venenos. O manejo da hemodinâmica e do choque foram essenciais para a resolução do quadro. Portanto, o conhecimento prévio sobre intercorrências em intoxicações por bufotoxina em cães é primordial para a escolha de uma melhor abordagem terapêutica para os pacientes.
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