Aspectos que influenciam uma boa morte para pacientes com doenças graves
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n5-088Keywords:
tomada de decisões, terminalidade, fim da vida, cuidados paliativos, doenças gravesAbstract
A morte por doenças crônicas é mais comum depois da mudança no perfil epidemiológico e o avanço tecnológico no Brasil e no mundo. Permite que as pessoas possam refletir sobre seus desejos e vontades de final de vida. A maneira com que se morre é tão importante quanto a qualidade de vida desses pacientes. Estudo transversal, de abordagem qualitativa que contou com um questionário, baseado em questões levantadas na literatura. Com o objetivo de preencher algumas lacunas na área de terminalidade e fim de vida, compreendendo o que pacientes com doenças graves ameaçadoras da vida consideram importante para que possam ter uma boa morte. Para tal, nove participantes, seis diagnosticados com Esclerose Lateral Amiotrófica e três com câncer acompanhados por uma equipe de saúde em um hospital de referência em cuidados paliativos foram entrevistados. As entrevistas foram gravadas, transcritas e seus conteúdos analisados, seguindo a Análise de Conteúdo proposta por Laurence Bardin. A amostra foi selecionada de maneira não probabilística por conveniência. Participaram aqueles que assinaram o Termo de Consentimento Livre Esclarecido. Foram excluídos pacientes que não possuíam habilidade de comunicação preservada. Pesquisa aprovada sobre CAEE n: 55143221.3.0000.555. Os participantes descrevem-se satisfeitos em ter um conhecimento superficial sobre seus diagnósticos e não se preocuparam com os sintomas que podem acontecer decorrente da progressão de suas doenças. Citaram a importância de manter a fé em Deus e compreender que o diagnóstico é parte de um plano divino. Viver um dia de cada vez. A importância da presença da família. Possuem consciência sobre sua terminalidade, mas não a consideram próximo o suficiente. Ressaltamos a importância de dedicar um tempo durante a abordagem desses pacientes para compreender melhor quais são os valores considerados essenciais, a fim de proporcionar uma melhor qualidade de assistência.
References
Albuquerque DR de, Dunningham WA. DISTANÁSIA: UMA REFLEXÃO SOBRE O PAPEL PSICOSSOCIAL DA MORTE. Revista Brasileira de Neurologia e Psiquiatria [Internet]. 2013;17(1):5–24. Disponível em: http://revneuropsiq.com.br/rbnp
Cogo SB, Lunardi VL. Diretivas Antecipadas: Uma Análise Documental No Contexto Mundial. Texto Contexto Enferm [Internet]. 2018;27(3):1–9. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-07072018000300300&lang=pt%0Ahttp://www.scielo.br/pdf/tce/v27n3/0104-0707-tce-27-03-e1880014.pdf%0Ahttp://www.scielo.br/pdf/tce/v27n3/en_0104-0707-tce-27-03-e1880014.pdf
Bardin L. Análise de Conteúdo. 1a Edição. Pinheiro A, organizador. São Paulo: Edições 70; 2016.
Fontanella BJB, Ricas J, Turato ER. Amostragem por saturação em pesquisas qualitativas em saúde: contribuições teóricas. Cad Saude Publica. 2008;24(1):17–27.
Pierson CM, Curtis JR, Patrick DL. A good death: A qualitative study of patients with advanced AIDS. AIDS Care. outubro de 2002;14(5):587–98.
Steinhauser KE, Christakis NA, Clipp EC, Mcneilly M, Mcintyre L, Tulsky JA. Factors Considered Important at the End of Life by Patients, Family, Physicians, and Other Care Providers. JAMA [Internet]. 2000;284(19):2476–82. Disponível em: http://hsrd.durham.med.va.gov
Steinhauser KE, Clipp EC, Mcneilly M, Christakis NA, Mcintyre LM, Tulsky JA. In Search of a Good Death: Observations of Patients, Families, and Providers. Ann Intern Med [Internet]. 2000;132(10):825–32. Disponível em: http://annals.org/
IBGE. População residente por religião, 2010. 2010.
Stempsey WE. Hope for health and health care. Med Health Care Philos. 21 de fevereiro de 2015;18(1):41–9.

