Definição formal de limites: o GeoGebra pode ajudar?
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n5-061Keywords:
reprovação em cursos de cálculo, definição formal de limites, GeoGebraAbstract
O objetivo principal desse texto é a proposta de uso do software GeoGebra como um instrumento a ser utilizado na compreensão da chamada definição formal do conceito de limites, conceito este que é fundamental para o desenvolvimento dos conteúdos subsequentes constantes nos programas de Cálculo Diferencial e Integral. A fundamentação teórica se baseia na abordagem instrumental e na teoria dos registros de representação semiótica. Metodologicamente, apresentaremos de forma detalhada um modelo de atividade construído no GeoGebra que ilustra cada um dos componentes da definição formal fazendo, portanto, a transição entre diferentes tipos de registros de representação. A proposta pode ser utilizada tanto por parte do professor, ao introduzir a definição de limites para os alunos, quanto por parte dos alunos no trabalho com diferentes exemplos, ampliando a significação presente na simbologia matemática inerente.
References
BARUFI, Maria Cristina Bonomi. A construção/negociação de significados no curso universitário inicial de cálculo diferencial e integral. Tese (Doutorado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1999. 195f.
DUVAL, Raymond. Registros de Representação Semióticas e funcionamento cognitivo da compreensão em matemática. In: MACHADO, S. (Ed.). Aprendizagem em Matemática: registros em representação semiótica. São Paulo: Papirus, 2003. p. 11-33.
GARZELLA, Fabiana Aurora Colombo. A disciplina de Cálculo I: análise das relações entre as práticas pedagógicas do professor e seus impactos nos alunos. Tese (Doutorado em Educação). Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2013. 275 f.
HENRIQUES, Afonso; ATTIE, João Paulo; FARIAS, Luíz Márcio Santos. Referencias Teóricas da Didática Francesa: análise didática visando o estudo de integrais múltiplas com o auxílio do software Maple. Educação Matemática Pesquisa: Revista do Programa de Estudos, São Paulo: EDUC, 1999 – semestral 2007.
LIMA, Elon Lima. Análise real. Vol. 1. Rio de Janeiro. IMPA, Coleção Matemática Universitária, 1989.
MACHADO, Silvia Dias Alcântara (org.). Teoria das situações didáticas. São Paulo: EDUC, 2008, p.77-113.
MISKULIN, Rosana Giaretta Sguerra; ESCHER, Marco Antônio; SILVA, Carla Regina Mariano. A Prática docente do professor de matemática no contexto das TICs: uma experiência com a utilização do Maple em cálculo diferencial. Revista de Educação Matemática, São Paulo, v. 10, p. 29-37, 2007.
MORELATTI, Maria Raquel Miotto. Criando um ambiente construcionista de aprendizagem em cálculo diferencial e integral. Tese (Doutorado em Educação Matemática) – PUC, São Paulo, 2001. 260f.
RABARDEL Pierre. Les Hommes et les Technologies: Approche cognitive des instruments contemporains. Armand Colin Editeur, Paris, 1995.
REGO, Rômulo Marinho. Uma abordagem alternativa de ensino de cálculo utilizando infinitésimos. Tese de Doutorado (Doutorado em Educação) – Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2000. 233f.
REZENDE, Wanderley Moura. O ensino de cálculo: dificuldades de natureza epistemológicas. Tese de Doutorado (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação-USP, São Paulo, 2003.
RICHIT, Andricieli; MISKULIN, Rosana Giaretta Sguerra. Possibilidades didático-pedagógicas do software GeoGebra no estudo de conceitos de Cálculo Diferencial e Integral: perspectivas na formação continuada de professores de matemática. Revista do Instituto GeoGebra Internacional de São Paulo , v. 1, p. 216-229, 2012.
TALL, David; SMITH, David; PIEZ, Cynthia. Technology and calculus. In: Mary Kathleen Heid; Glendon W Blume (Org.), Research on Technology and the Teaching and Learning of Mathematics. Research Syntheses, 2008, Volume I, p. 207-258.

