Análise quantitativa das propriedades petrográficas de amostras de rochas carbonáticas do pré-sal brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n5-057Keywords:
caracterização da porosidade, reservatórios carbonáticos, bacia de santosAbstract
O início da exploração do pré-sal é um dos marcos mais importantes da história geológica e econômica do Brasil. Com a enorme disparidade positiva entre a produção prevista antes e após a exploração do pré-sal, há cada vez mais mobilização por parte de empresas e pesquisadores por estudos caracterizando as rochas-reservatório dessa camada. O presente trabalho tem como finalidade a caracterização petrográfica de amostras de rochas carbonáticas de um reservatório do pré-sal brasileiro na Bacia de Santos, que visa analisar a gênese de seus principais componentes sedimentares e diagenéticos através de descrições macro e microscópicas, além da análise de dados petrofísicos correlacionando valores de porosidade e permeabilidade. O objetivo é definir o potencial de reservatório dessas rochas e correlacioná-las com as principais fácies definidas para o intervalo do pré-sal: (i) Esferulitos; (ii) Shrub-Like Limestone; (iii) Grainstone Intraclástico; (iv) Packstone Intraclástico; (v) Dolostone; e (vi) Mudstone/Siltstone. Acerca de todas as amostras analisadas, esferulitos, shrubs e matriz (argilosa, sílica e/ou carbonática) são elementos comuns, tanto in situ, quanto retrabalhados ou substituídos parcialmente. A cimentação das rochas é de dois tipos: sílica, com chert bordejando os grãos, calcedônia e cristais de quartzo, nessa ordem na direção grão-poro; e carbonática, com a cristalização de calcita e dolomita romboédrica por substituição, pelo processo diagenético de dolomitização. Com a análise estatística aplicada nas lâminas delgadas, foi medido o diâmetro de esferulitos e o comprimento de estruturas shrub preservadas, além de espessuras de fraturamentos. Os esferulitos apresentaram média de diâmetro de 1,60 ± 0,76 mm, com o menor e maior grão com 0,25 e 6,92 mm, respectivamente. O comprimento dos grãos com estruturas shrub apresentaram uma média de 3,05 ± 1,44 mm, com menor e maior estrutura com 0,71 e 12,9 mm, respectivamente. Por fim, as fraturas apresentaram espessura média de 0,16 ± 0,07 mm, com menor e maior intervalo de espessura equivalente a 0,01 a 1,47 mm, respectivamente. As medições permoporosas indicaram porosidade com média de 13,77 ± 5,78 % e permeabilidade com média de 172,63 ± 474,90 mD. De forma geral, os valores de porosidade estão entre 10 e 15% e os valores de permeabilidade são muito dispersos e pouco correlacionados com os respectivos valores de porosidade, sugerindo um sistema poroso complexo e heterogêneo.
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