Doença arterial obstrutiva periférica: aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos e manejo terapêutico

Authors

  • Raphael Guimarães Nazaré
  • Alexandre Agustavo da Fonseca Junior
  • Ana Carolina Soares de Souza
  • Gabriela de Oliveira Moreira
  • Henrique Campolina Paulino
  • Henrique Moreira Faria
  • Laura Caroline Pereira
  • Víctor Augusto Nogueira Santos Andrade
  • Vitor Cardoso dos Santos

DOI:

https://doi.org/10.34117/bjdv9n5-040

Keywords:

doença arterial obstrutiva periférica, diagnóstico, índice tornozelo-braquial, fisiopatologia, tratamento

Abstract

A doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) é uma condição comum em pessoas mais velhas, caracterizada pelo estreitamento ou obstrução das artérias que levam o sangue para as pernas e pés. A fisiopatologia da DAOP envolve o estreitamento das artérias periféricas devido ao acúmulo de placas de gordura e colesterol, levando a uma diminuição do fluxo sanguíneo para os membros inferiores, sendo comum em idosos e em pessoas com fatores de risco cardiovasculares. Quanto à epidemiologia, a DAOP é mais comum em países desenvolvidos (7,1% da população) e está mais relacionada com as populações de baixa/média renda (72,9%). A prevalência da doença aumenta conforme a presença de fatores de risco, como tabagismo, diabetes, idade avançada, raça/etnia negra, e presença de biomarcadores como proteína C-reativa (PCR), dímero D, β2-microglobulina e troponina T cardíaca. O diagnóstico da DAOP envolve história clínica, exame físico, avaliação dos sintomas e exames complementares, como ultrassonografia Doppler, angiografia e tomografia computadorizada (TC), que podem ser utilizados para confirmar o diagnóstico e determinar a gravidade da obstrução arterial. A classificação é baseada no estágio da doença e nos sintomas apresentados pelo paciente. Já a abordagem terapêutica tem como objetivo aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e prevenir complicações graves, como amputação dos membros afetados e inclui mudanças no estilo de vida, como cessação do tabagismo e exercícios físicos, e o uso de medicamentos para controlar os fatores de risco cardiovascular. Ainda, em casos graves, medicamentos para controlar os fatores de risco cardiovasculares podem ser necessários.

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Published

2023-05-05

How to Cite

Nazaré, R. G., da Fonseca Junior, A. A., de Souza, A. C. S., Moreira, G. de O., Paulino, H. C., Faria, H. M., Pereira, L. C., Andrade, V. A. N. S., & dos Santos, V. C. (2023). Doença arterial obstrutiva periférica: aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos e manejo terapêutico. Brazilian Journal of Development, 9(05), 15053–15066. https://doi.org/10.34117/bjdv9n5-040

Issue

Section

Original Papers