Aneurisma de Aorta Abdominal - Aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos e manejo terapêutico
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n4-088Keywords:
Aneurisma, Aorta Abdominal, complicações, tratamentoAbstract
O aneurisma de aorta abdominal (AAA) é uma doença multifatorial, que ocorre quando há dilatação focal da aorta abdominal - mais de 50% do diâmetro normal - e é mais comum em homens acima de 65 anos de idade. Ademais, os principais fatores de risco associados são: idade avançada, sexo masculino, tabagismo, aterosclerose sistêmica, hipertensão arterial sistêmica (HAS), histórico familiar e existência de outros aneurismas. O mecanismo de desenvolvimento da doença envolve uma inflamação mediada por macrofágos e linfócitos T, causando o remodelamento da túnica média e adventícia da aorta. Na maioria dos casos, os pacientes são assintomáticos e geralmente diagnosticados incidentalmente. O exame físico pode detectar o aneurisma quando é grande, mas a ultrassonografia (US) abdominal é o exame padrão ouro para rastreio da doença. Outrossim, o rompimento do AAA é a complicação mais frequente e temida, representando uma emergência cirúrgica. O tratamento conservador é recomendado para aneurismas assintomáticos de diâmetro < 5,5 cm; por outro lado, tratamento cirúrgico é indicado em aneurismas maiores e pode envolver duas modalidades: o reparo aberto ou endovascular, sendo a segunda com menor mortalidade perioperatória e menor morte relacionada ao aneurisma em seis meses. As complicações mais frequentes se relacionam à lesão do vaso ao realizar o acesso vascular, posicionamento inadequado da endoprótese, síndrome pós-implante, migração, vazamento interno, oclusão ou infecção da endoprótese. É necessário conhecimento das diversas possibilidades de endopróteses para o sucesso da técnica cirúrgica e o tratamento deve ser realizado precocemente para evitar complicações, como o rompimento do aneurisma.
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