Infecção do trato urinário: aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos e manejo terapêutico

Authors

  • Saul Dresjan Camacho
  • Ana Carolina Oliveira Veras
  • Luísa Furtado Bastos
  • Letícia dos Santos Fortuci
  • Eduarda Purgato Mesquita Monteiro
  • Júlia Vasconcellos Castro
  • Pedro Veiga de Paula Soares
  • Miguel Godinho Vitor
  • Sofia Dresjan Camacho
  • Danielle Moreira de Carvalho

DOI:

https://doi.org/10.34117/bjdv9n4-013

Keywords:

diagnóstico, infecção do trato urinário, tratamento

Abstract

Em síntese, as ITUs são infecções causadas por bactérias, sendo a bexiga o sítio de infecção mais comum. Essa patologia é uma das principais causas de infecções nas mulheres, sendo que essas são acometidas até quatro vezes mais em relação aos homens. A faixa etária mais acometida gira em torno de 16 a 35 anos. Essa maior prevalência das mulheres em relação aos homens está relacionada à anatomia do trato urinário feminino e sua proximidade com os órgãos reprodutivos. Os principais germes envolvidos na etiopatogenia da ITU são: Escherichia coli, Enterococcus sp., Klebsiella sp., Pseudomonas aeruginosa, Proteus sp. e Staphylococcus sp. Os sintomas clássicos dessa patologia são disúria, dor suprapúbica, polaciúria e urgência miccional. Em mulheres mais velhas, pode haver também queixas menos específicas como: urina com odor fétido, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, constipação e hematúria. A coleta cuidadosa da amostra de urina é muito útil para fins diagnósticos. No que se refere ao tratamento da ITU, esse possui como foco principal a antibioticoterapia. Em casos de ITU aguda não complicada, a terapia dura de 03 a 05 dias, sendo os fármacos de primeira linha: nitrofurantoína, trimetoprim-sulfametoxazol e fosfomicina. Ademais, em ITUs recorrentes, pode-se lançar mão do tratamento profilático, que pode ser feito por intermédio de baixas dosagens de antimicrobianos por um período de 6 a 12 meses. As complicações mais frequentes são a persistência dos sintomas, pielonefrite, incontinência urinária, abscesso renal, prostatite crônica e insuficiência renal.

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Published

2023-04-05

How to Cite

Camacho, S. D., Veras, A. C. O., Bastos, L. F., Fortuci, L. dos S., Monteiro, E. P. M., Castro, J. V., Soares, P. V. de P., Vitor, M. G., Camacho, S. D., & de Carvalho, D. M. (2023). Infecção do trato urinário: aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos e manejo terapêutico. Brazilian Journal of Development, 9(4), 12721–12730. https://doi.org/10.34117/bjdv9n4-013

Issue

Section

Original Papers