Diálogos e métodos do discurso historiográfico: a análise das fontes a partir da convergência entre a “Escola dos Annales” e a “Análise de Conteúdo” de Laurence Bardin
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n4-001Keywords:
metodologia da história, historiografia, análise de conteúdo, Escola dos Annales, hermenêuticaAbstract
Registrada pelo menos desde a década de 1960, a aproximação da História com a Linguística e a Antropologia passou a dialogar com mais intensidade em pesquisas de caráter histórico. Com os pressupostos metodológicos introduzidos pela Escola dos Annales, as mais diversas linguagens tornaram-se objetos privilegiados para análise, vistas cada vez mais como metáforas da realidade. Os variados discursos (escritos, orais, arquitetônicos, urbanísticos, iconográficos, musicais, gestuais e rituais) passaram a ser decodificados com maior frequência, procurando-se apreender seus elementos de tensão social e seus sentidos históricos, sua produção e sua circulação num dado meio social. A partir dessa variedade de fontes, novas ferramentas analíticas passaram a fornecer instrumentos do fazer historiográfico como, por exemplo, o método da “Análise de Conteúdo” de Laurence Bardin. Partindo da premissa de que a historiografia é o resultado da reflexão sobre a natureza do histórico, são nas entrelinhas dos discursos das fontes que o historiador é capaz de calcular as frequências fornecidas pelos dados cifrados, o que torna possível a extração de categorias e modelos, num processo “hermenêutico controlado”. Este artigo convida à reflexão sobre tais metodologias e a importância delas para a análise dos tipos de discursos utilizados como fontes na historiografia.
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