Um olhar sobre o significado do slogan da escola de formação de oficiais: “aqui se forja o caráter do miliciano”
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n3-065Keywords:
caráter, filosofia, psicologia, ciências policiais, Polícia Militar do ParanáAbstract
A Escola de Formação de Oficiais – EsFO da Academia Polícia Militar do Guatupê – APMG é responsável pela formação dos oficiais da Polícia Militar do Paraná – PMPR. No prédio da EsFO denominado Bloco III, localizado na APMG, destinado a permanência dos cadetes, encontra-se inscrito o slogan da EsFO: “aqui se forja o caráter do miliciano”. O slogan foi criado por volta de 1985, pelo Coronel PM Mario Picetskei, à época subcomandante da APMG. A autoria do instigante slogan permaneceu anônima, sendo desvelada por meio de conversas informais no decorrer da presente pesquisa. Este estudo pretende apresentar um olhar sobre o significado do slogan sob o viés das ciências humanas filosofia e psicologia. Trata-se de uma pesquisa de enfoque qualitativo, com estudo descritivo. A pesquisa bibliográfica foi realizada por intermédio de revisão sistemática e delimitação dos principais conceitos usados no slogan, especialmente o de caráter sob o viés da filosofia e psicologia. As conclusões apontam para uma quase incontornável fixidez de caráter encontrada no pensamento de Aristóteles e um duplo caráter na visão do filósofo Kant passível de ser influenciado somente pela via do imperativo categórico da moralidade, desde que em harmonia com a lei universal da necessidade universal da natureza. Em psicologia o caráter foi investigado a partir das bases teóricas de três abordagens consideradas as primeiras forças em psicologia científica: a psicanálise, o behaviorismo e a psicologia humanista. Nas raízes teóricas da psicologia natural de Freud se desvela um inconsciente intransponível por vias comuns, que determina o caráter, ao passo que a vertente behaviorista afirma a inexistência da personalidade. A psicologia humanista de Hussearl por sua vez apresenta uma visão moderna de caráter, dinâmico, fundamentado sob a concepção de um Eu em constante atualização, que inaugura na fenomenologia o conceito de Dasein de Heidegger, o ser-aí para o encontro com o mundo, sem qualquer determinação. Este ser-no-mundo, desprovido de sentido prévio, possui a tarefa de ser ele mesmo em um mundo em realização.
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